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Filosofia da Arte ou Estética - Missão 10 - Hegel - a idealidade

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)


Três pares de botas (Van Gogh)
http://charcofrio.blogspot.com/2010/07/vincent-van-gogh.html
Acesso em 4 de janeiro de 2012
Filosofia: da Arte ou Estética
Tema: a idealidade na arte
Questão Central: A arte pode dar valor a coisas insignificantes?
Filósofo: Hegel (17701831)
Obra: Estética (1820-1829)
Contexto Histórico:

Biografia

Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 – 1831) foi um filósofo alemão. Recebeu sua formação no "Tübinger Stift" (seminário da Igreja Protestante em Württemberg).
Era fascinado pelas obras de Spinoza, Kant e Rousseau, assim como pela Revolução Francesa. Muitos consideram que Hegel representa o ápice do idealismo alemão do século XIX, que teve impacto profundo no materialismo histórico de Karl Marx.

Ler textos filosóficos de modo significativo (PCNs)

Estética (1820 – 1829)

O conteúdo pode ser totalmente indifernte e apresentar para nós, na vida comum, fora da sua representação artística, apenas um interesse momentâneo. É assim, por exemplo, que a pintura holandesa soube recriar as aparências fugidias da natureza e dela retirar mil e um efeitos. Veludos, brilho de metais, luz, cavalos, soldados, anciãs, camponeses espalhando ao redor de si fumaça dos cachimbos, o vinho cintilando em vidros transparentes, rapazes em roupas sujas jogando cartas, todos esses temas e centenas de outros que na vida corrente interessam-nos de leve – pois nós mesmos, quando jogamos cartas ou bebemos e conversamos de uma coisa ou outra, encontramos nisso interesses totalmente diferentes – desfilam diante dos nossos olhos quando olhamos esses quadros. Mas o que nos atrai nesses conteúdos, quando representados pela arte, é justamente essa aparência de manifestação dos objetos como obras do espírito que faz o mundo material, exterior e sensível, sofrer uma transformação em profundidade. Ao invés de lã e da seda reais, de cabelos, vidros, carnes e metais reais, de fato vemos apenas cores. (...)
Graças a essa idealidade, a arte imprime a objetos insignificantes em si um valor que, apesar de sua insignificância, fixa em si, fazendo deles seu objetivo e atraindo nossa atenção para coisas que, sem ela, escapar-nos-iam por completo. A arte cumpre o mesmo papel com relação ao tempo e, também aqui, age idealizando. Torna durável o que é, em estado natural, apenas fugidio e passageiro; quer se trate de um sorriso instantâneo, de uma rápida contração sarcástica da boca ou de manifestações apenas perceptíveis da vida espiritual do homem, assim como de acidentes e fatos que vão e vêm, que aí estão por um instante, para logo ser esquecidos, tudo isso a arte extrai da existência perecível e evanescente, mostrando-se ainda nisso superior à natureza.

Dicionário Filosófico

Idealidade – qualidade do que é ideal; propriedade de ser apreensível pelo espírito; disposição espiritual de dar as coisas um caráter ideal; idealismo. Segundo Hegel, a idealidade pode ser denominada a qualidade da infinidade, isto é, a qualidade do real porque só o infinito é real e em troca o finito não o é.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – Pesquise uma pintura com “conteúdo totalmente indiferente” e apresentando somente “um interesse momentâneo”.
2 – Quando a arte representa esse objeto, o que nos atrai nesse conteúdo?
3 – De fato, quando observamos a arte vemos apenas o quê?
4 – A arte, ao imprimir aos objetos insignificantes em si um valor, torna-se uma:
                (   ) Realidade                      (   ) Idealidade
5 – Pesquise uma arte (pintura ou fotografia) que idealiza (torna durável) em relação ao tempo. Exemplo:


Carcará: o momento decisivo
Acesso em: 4 de janeiro de 2012

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