Base da Filosofia

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Filosofia do Conhecimento - Missão 28 - Bergson - duração/intuição


Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

De acordo com o site "Calendário 365" (https://www.calendario-365.com.br/lua/fases-da-lua.html)
em 2 de outubro de 2018 a Lua atingiu seu último quarto em 06:47:15 horas.

Filosofia do Conhecimento
Tema: o método intuitivo
Questão Central: Através de imagens e metáforas, aquilo que não pode ser dito de maneira analítica, pode ser comunicado?
Filósofo: Henri Bergson (1859 – 1941)
Obras: Ensaio sobre os dados Imediatos da Consciência (1889); A introdução da Metafísica (1903); O Pensamento e o Movente (1922)

Biografia

Bergson (1859 - 1941) foi um filósofo francês. Sua obra é de grande atualidade e tem sido estudada em diferentes disciplinas. Recebeu o Nobel de Literatura de 1927.


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Ensaio sobre os dados Imediatos da Consciência (1889)

CAPÍTULO II
Da multiplicidade dos estados de consciência:
A ideia de duração

É verdade que contamos os momentos sucessivos da duração e que, pelas suas relações com o número, o tempo nos surge, em primeiro lugar, como uma grandeza mensurável, completamente análogo ao espaço. Mas impõe-se então uma importante distinção. Digo, por exemplo, que acaba de transcorrer um minuto, e entendo por isto que um pêndulo, ao marcar os segundos, executou sessenta oscilações. Se represento as sessenta oscilações só de uma vez e com uma só apercepção do espírito, excluo por hipótese a ideia de uma sucessão: penso, não em sessenta toques que se sucedem, mas em sessenta pontos de uma linha fixa, simbolizando cada um, por assim dizer, uma oscilação do pêndulo. — Se, por outro lado, quero representar as sessenta oscilações sucessivamente, mas sem nada alterar ao seu modo de produção no espaço, deverei pensar em cada oscilação excluindo a lembrança da precedente, porque o espaço não conservou qualquer vestígio: mas, por isso mesmo, condenar-me-ei a ficar continuamente no presente; renunciarei a pensar numa sucessão ou numa duração. Finalmente, se conservar, juntamente com a imagem da oscilação presente, a lembrança da oscilação que a precedia, acontecerá de duas uma: ou justaporei as duas imagens, e recaímos então na primeira hipótese; ou percepcioná-las-ei uma na outra, penetrando—se e organizando—se entre si como notas de uma melodia, de maneira a formar o que chamaremos uma multiplicidade indiferenciada ou qualitativa sem qualquer semelhança com o número: obterei assim a imagem da duração pura, mas também me terei afastado por completo da ideia de um meio homogêneo ou de uma quantidade mensurável.

A introdução da Metafísica (1903)

Certamente os conceitos são indispensáveis [à metafísica], pois todas as outras ciências trabalham geralmente com conceitos, e a metafísica não pode dispensar as outras ciências. Mas ela só é propriamente ela mesma quando ultrapassa o conceito, ou ao menos, quando se liberta de conceitos rígidos e pré-fabricados para criar conceitos diferentes daqueles que manejamos habitualmente, isto é, representações flexíveis, móveis, quase fluidas, sempre prontas a se moldarem sobre as formas fugitivas da intuição. [...] Nossa duração pode ser-nos apresentada diretamente na intuição, que pode ser sugerida indiretamente por imagens, mas que não poderá – se tomamos a palavra conceito em seu sentido próprio – se encerrar numa representação conceitual.

O Pensamento e o Movente (1922)

[...] A mudança pura, a duração real, é algo espiritual ou impregnado de espiritualidade. A intuição é o que atinge o espírito, a duração, a mudança pura. Sendo o espírito seu domínio próprio, ela desejaria ver nas coisas, mesmo materiais, sua participação na espiritualidade.

Dicionário Filosófico

Duração - de acordo com Bergson é o correr do tempo uno e interpenetrado. Os momentos temporais somados uns aos outros formam um todo indivisível. Opõe-se ao tempo físico ou sucessão que é passível de ser calculado e analisado. O tempo vivido é incompreensível para a inteligência lógica por ser qualitativo, enquanto o tempo físico é quantitativo.

Intuição - significa para Bergson apreensão imediata da realidade por coincidência com o objeto. Em outras palavras, é a realidade sentida e compreendida absolutamente de modo direto, sem utilizar as ferramentas lógicas do entendimento: a análise e a tradução. Isto é, a intuição é uma forma de conhecimento que penetra no interior do objeto de modo imediato sem o ato de analisar e traduzir.

Viviane Mosé - Ser ou não ser - Fantástico
Completo em: https://www.youtube.com/watch?v=N8V7RQgdjVI&t=358s


Bergson: duração e intuição
Franklin Leopoldo e Silva
Casa do Saber - 02/02/2017

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – No primeiro texto Bergson usa a imagem do pêndulo para descrever as sessenta oscilações para marcar um minuto, assim temos a noção de sucessão; se represento as oscilações através de sessenta pontos e fixo minha atenção somente no último excluindo a lembrança do anterior, tenho o estado presente sem a ideia de sucessão. Porém, “se conservar, juntamente com a imagem da oscilação presente, a lembrança da oscilação que a precedia, acontecerá de duas uma”:
(   ) ou ao justapor as duas imagens recaímos na primeira hipótese: voltamos a ideia de sucessão; ou temos a percepção da multiplicidade qualitativa sem qualquer semelhança com o número: obteremos assim a imagem da duração pura.
(  ) ou ao justapor as duas imagens recaímos na segunda hipótese: focamos só no presente; ou temos a percepção da multiplicidade quantitativa semelhante com o número: obteremos assim a imagem da sucessão pura.
2 – No segundo texto Bergson exalta a importância dos conceitos, porém clama para que a metafísica:
(   ) vá para além dos conceitos, se liberte dos conceitos rígidos, crie novos conceitos, faça representações flexíveis, fruídas, moldáveis, intuitivas, utilize imagens e metáforas.
(  ) fixe-se no rigor dos conceitos, retome os conceitos gregos clássicos, busque o absoluto, use a cognição do raciocínio dedutivo, utilize a lógica e a matemática.
 3 – No terceiro texto Bergson defende que a intuição atinge a:
(   ) espiritualidade                 (   ) materialidade                   (   ) corporeidade
4 – De acordo com o dicionário filosófico o que é a duração para Bergson?
5 – De acordo com o dicionário filosófico o que significa a intuição para Bergson?
6 – Sobre a duração.
Faça o mesmo procedimento da imagem sobre as fases da Lua no início desta postagem, só que com o ocaso (pôr-do-sol). Entre em um site que calcule o horário do pôr-do-sol de sua cidade (pode ser este: http://press.iasdmoema.org.br/index.php/horario-por-do-sol/), anote o dia e o momento exato (exemplo: no dia 3 de outubro de 2018 na cidade de São Paulo o pôr-do-sol deu-se as 18h06min.). No horizonte registre três imagens (18h01min; 18h06min e 18h11min). Registre sua observação sobre a duração do ocaso no tempo físico captado pela inteligência (18h06min) e, também, sua observação sobre a duração do tempo vivido (das 18h01min até 18h11min) captado pela intuição qualitativa da experiência estética.
7 – Sobre a intuição.
Leia a história da criação da Tabela Periódica dos Elementos de Mendeleiev como, por exemplo, neste site e responda:
a)      Qual foi a intuição de Mendeleiev para organizar os elementos químicos conhecidos?
b)      A sua intuição encontrava dificuldades para a sistematização do conhecimento em uma tabela. Um sonho o ajudou. O que Mendeleiev sonhou?

Filosofia das Ciências - Missão 25d - Feyerabend - progresso científico

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Além do Cosmos: O Multiverso - National Geographic

Universo do Documentário 2.0
Publicado em 31 de jul de 2015

Filosofia das Ciências
Tema: progresso científico 
Questão Central: É necessário, em algumas circunstâncias, ignorar a norma ou adotar seu oposto para o avanço da ciência?
Filósofo: Feyerabend (1924 – 1994)
Obra: Contra o Método (1970)

Biografia
Feyerabend (1924 – 1994) - foi um filósofo da ciência austríaco que viveu em diversos países como Reino Unido, Estados Unidos, Nova Zelândia, Itália e Suíça. Tornou-se famoso pela sua visão anarquista da ciência e por sua suposta rejeição da existência de regras metodológicas universais. É uma figura influente na filosofia da ciência, e também na sociologia do conhecimento científico.

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Contra o Método (1970)

A história em geral, a história das revoluções em particular, é sempre mais rica de conteúdo, mais variada, mais multilateral, mais viva, mais "astuta" do que possam imaginar tanto o melhor historiador como o melhor metodólogo. A história é rica de casos e conjunturas e curiosas justaposições de eventos, e nos demonstra a complexidade da mutação humana e o caráter imprevisível das consequências últimas de todo ato determinado ou decisão de seres humanos. (...) A história da ciência, em definitivo, não consta apenas de fatos e de conclusões tiradas de fatos. Ela contém também ideias, interpretações de fatos, problemas criados por interpretações contrastantes, erros, e assim por diante. Se examinarmos as coisas mais a fundo, encontraremos até que a ciência não conhece "meros fatos", mas que os "fatos" que entram em nosso conhecimento são já vistos de certo modo, e são por isso essencialmente ideacional. Assim, a história da ciência será igualmente complexa, caótica e cheia de erros quanto às ideias que contém, e estas ideias por sua vez serão igualmente complexas, caóticas e cheias de erros quanto à mente daqueles que as inventaram. (...)
A ideia de um método que contenha princípios firmes, imutáveis e absolutamente vinculantes como guia na atividade científica se embate em dificuldades consideráveis quando é posta em confronto com os resultados da pesquisa histórica. Com efeito, julgamos que não há uma norma particular, por mais plausível e por mais solidamente enraizada na epistemologia, que não tenha sido violada em alguma circunstância. Torna-se evidente também que tais violações não são eventos acidentais, que não são o resultado de um saber insuficiente ou de desatenções que teriam podido ser evitadas. Ao contrário, vemos que tais violações são necessárias para o progresso científico. Com efeito, uma entre as características que mais impressionam das recentes discussões sobre a história e sobre a filosofia da ciência é a tomada de consciência do fato de que eventos e desenvolvimentos (...) verificaram-se apenas porque alguns pensadores ou decidiram não deixar-se vincular por certas normas metodológicas "obvias", ou porque involuntariamente as violaram. Essa liberdade de ação (repito) não é apenas um fato da história da ciência. Isso é tão razoável quanto absolutamente necessário para o crescimento do saber. Mais especificamente, pode-se demonstrar o seguinte: dada uma norma qualquer, por mais "fundamental" ou "necessária” ela seja para a ciência, há sempre circunstâncias nas quais é oportuno não só ignorar a norma, mas adotar seu oposto.

Dicionário Filosófico

Incomensurabilidade – acontece quando em duas teorias diferentes cujos contextos os termos têm significados diferentes e, portanto, indicam "objetos" diferentes. Entre duas teorias incomensuráveis não podemos estabelecer qual delas seja progressiva em relação à outra.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)
1 – De acordo com Feyerabend as Histórias (gerais, das revoluções, das ciências) são:
(   ) simples, ordenadas e com acertos
(   ) complexas, caóticas e com erros
2 – Ainda segundo Feyerabend “a ideia de um método que contenha princípios firmes, imutáveis e absolutamente vinculantes como guia na atividade científica” se sustenta quando confrontado com a realidade?
(   ) verdadeiro            (   ) falso
3 – Feyerabend diz que “não há uma norma particular, por mais plausível e por mais solidamente enraizada na epistemologia, que não tenha sido violada em alguma circunstância” (...), pois em muitos casos, “são necessárias para o progresso científico”. Neste sentido os cientistas abaixo propuseram modelos cosmológicos para a criação do universo usando equações relativísticas da gravitação. Faça a relação entre o cientista e seu respectivo modelo cosmológico:
(A) Einstein
(B) Sitter
(C) Friedmann
(D) Lemaitre
(E) Eddington
(   ) o universo é estático, esférico, fechado e finito
(   ) no universo o espaço é plano, sem matéria, passado e futuro são infinitos
(   ) o universo inicia-se com big bang e o espaço-tempo estão em expansão
(   ) o universo começa com big bang, a expansão desacelera e volta a acelerar
(   ) no universo o começo é infinito, deixa de ser estático e se expande
4 – Feyerabend aponta que “uma entre as características que mais impressionam das recentes discussões sobre a filosofia da ciência é a tomada de consciência do fato de que eventos e desenvolvimentos (...) verificaram-se apenas porque alguns pensadores ou decidiram não deixar-se vincular por certas normas metodológicas "obvias", ou porque involuntariamente as violaram”. Desta forma nem todos os cientistas aceitam (ou aceitaram) a teoria do Big Bang e defenderam outras respostas. Escolha um cientista abaixo e sua respectiva teoria para o início do universo e faça uma breve pesquisa sobre o assunto.
(A) Milne - Relatividade Cinemática
(B) Misner - Escola do Caos
(C) Alfvén-Klein - Cosmologia de Plasma
(D) Brans-Dicke-Jordan - Teoria Escalar-Tensorial
(E) Bondi-Gold-Hoyle-Narlikar - Teoria do Estado Estacionário
(F) McCrea - Pressão Negativa
 5 – Feyerabend argumenta que “dada uma norma qualquer, por mais 'fundamental' ou 'necessária' ela seja para a ciência, há sempre circunstâncias nas quais é oportuno não só ignorar a norma, mas adotar seu oposto”. Entender como o universo foi criado, como surgiu as propriedades associadas a espaço e tempo, e até mesmo se essa criação existiu ou não, fez com que os cientistas que dedicam suas vidas à cosmologia tivessem que ousar na imaginação de quais poderiam ser as respostas a essas questões tão fundamentais. Muitas ideias surgiram, grande parte delas baseadas na teoria da inflação, mas várias outras foram absolutamente inovadoras e muitas extremamente ousadas. Escolha na lista abaixo uma nova teoria sobre o universo e seu(s) respectivo(s) cientista(s) e faça uma breve pesquisa sobre a teoria.
(A) A inflação caótica / eterna – Multiversos (Linde-Guth)
(B) A hipótese sem-contorno (Hartle-Hawking)
(C) A inflação dupla / instanton (Turok-Hawking)
(D) O universo “ekpirótico” (Steinhardt)
(E) Teoria da geometria “torcida” 5-dimensional - Branas (Randall-Sundrum)
(F) Modelos Cíclicos (Steinhardt-Turok-Lynds)

Filosofia das Ciências - Missão 25c - Lakatos - programas de pesquisa

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Cometa Halley
Foto: Elizeu Mol
Filosofia das Ciências
Tema: programas científico de pesquisa
Questão Central: Qual é a base racional das revoluções científicas?
Filósofo: Lakatos (1922 – 1974)
Obra: A metodologia dos programas científicos de pesquisa (1978)

Biografia

Lakatos, I. (1922 – 1974) - foi um filósofo da matemática e da ciência húngaro.

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A metodologia dos programas científicos de pesquisa (1978)

Nos últimos anos desenvolvi uma metodologia dos programas científicos de pesquisa que avalia a solução para alguns dos problemas que nem Popper nem Kuhn conseguiram resolver.
Em primeiro lugar, sustento que os grandes resultados científicos não consistem de hipóteses isoladas, e sim de programas de pesquisa. (...)
O programa de pesquisa também tem uma "heurística", ou seja, um poderoso aparato para as soluções de problemas que, com o auxilio de sofisticadas técnicas matemáticas, digere as anomalias e as transforma em evidência positiva. (...) Mas como se pode distinguir um programa de pesquisa cientifico progressivo de um pseudocientífico ou regressivo? (...) Todos os programas de pesquisa que admiro tem uma característica em comum. Todos eles predizem fatos novos, fatos que ou não haviam sido sequer imaginados ou que haviam até sido contraditos pelos programas precedentes ou rivais. (...) Em 1686, quando Newton publicou sua teoria da gravitação, havia, por exemplo, duas teorias correntes em relação aos cometas. A mais popular era a que considerava os cometas como sinais da cólera de Deus, avisos prévios do fato de que logo atingiria e provocaria o desastre. Uma pouco conhecida teoria de Kepler afirma que os cometas eram corpos celestes que se moviam ao longo de linhas retas. Conforme a teoria newtoniana, alguns deles descreviam hipérboles ou parábolas e jamais retornavam; outros se moviam ao longo de elipses ordinárias. Halley, trabalhando sobre o programa de Newton, calculou com base na observação de um breve trecho do percurso de um cometa, que ele retornaria depois de setenta e seis anos; calculou num instante o momento em que ele seria de novo visto em um ponto bem definido do céu. A coisa era incrível. Mas, setenta e seis anos depois, quando tanto Newton como Halley estavam mortos há tempo, o cometa de Halley voltou exatamente do modo corno fora predito. Do mesmo modo, os cientistas newtonianos predisseram a existência e o movimento exato de pequenos planetas que jamais haviam sido observados antes. Ou então, tomemos o programa de Einstein. Este programa fez a surpreendente predição de que, se for medida a distância entre duas estrelas durante a noite e se for medida depois durante o dia (quando elas são visíveis durante um eclipse do sol), as duas medidas resultarão diferentes. Ninguém jamais havia pensado em fazer tal observação antes do programa de Einstein. Assim, em um programa da pesquisa progressivo, a teoria leva a descoberta de fatos novos até o momento desconhecidos. (...)
Pois bem, como ocorrem as revoluções científicas? Se tivermos dois programas de pesquisa rivais do qual um é progressivo, enquanto o outro regressivo (pseudociência), os cientistas tendem a aderir ao programa progressivo. Esta é a base racional das revoluções científicas. (...) O problema da demarcação entre ciência e pseudociência não é um pseudoproblema para filósofos de salão ele tem importantes implicações no campo ético e político.

Dicionário Filosófico

Heurística - Negativa (hard core ou núcleo firme): determina quais são as ideias perenes, que devem ser consideradas irrefutáveis dentro de um determinado programa de pesquisa. Ex: A lei da gravitação de Newton no modelo de órbitas do sistema solar.
Positiva (cinturão protetor): orienta como lidar com as divergências experimentais da teoria; são as hipóteses, aproximações e adições ao núcleo firme que respondem essas divergências, a fim de manter o núcleo firme como referência absoluta. Seguindo o exemplo da gravitação de Newton, a suposição de um planeta além de Urano para corrigir sua órbita (que posteriormente seria descoberto Netuno), é considerado característico do cinturão protetor, pois não refuta a teoria, mas busca outra solução dentro dela.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – De acordo com Lakatos qual é a causa para os grandes resultados científicos?
(   ) são os programas de pesquisa
(   ) são os paradigmas da ciência
(   ) são as possibilidades de falsificações das teorias
2 – De acordo com Lakatos todos os programas de pesquisa científica progressiva (que ele admira) tem uma característica em comum. Qual é esta característica?
(   ) Todos eles predizem fatos novos
(   ) Todos eles predizem boas novas
(   ) Todos eles predizem novas ideias
3 – Neste sentido, sobre o aparecimento de cometas, faça a relação conforme as explicações:
(A) Bartolomeo Platina
(B) Johannes Kepler
(C) Isaac Newton
(D) Edmond Halley
(  ) São sinais da ira de Deus, avisos prévios de desastres.
(  ) São corpos celestes que se movem ao longo de linhas retas.
(  ) São astros que descrevem ou órbitas hipérboles, parábolas ou elipses, porém jamais retornam.
(  ) São corpos celestes que orbitam o Sol em elipses regulares.
4 – “Halley, trabalhando sobre o programa de Newton, calculou com base na observação de um breve trecho do percurso de um cometa, que ele retornaria depois de setenta e seis anos; calculou num instante o momento em que ele seria de novo visto em um ponto bem definido do céu”. Halley morreu em 1742, quando, então, o cometa voltou quase exatamente do modo corno fora predito?
(   ) Em 1759         (   ) Em 1761         (   ) Em 1763          (   ) Em 1765
5 – "Cientistas newtonianos (Newton morreu em 1727) predisseram a existência e o movimento exato de pequenos planetas que jamais haviam sido observados antes". Em 1879, os astrônomos, ao examinarem as irregularidades que existiam na órbita do planeta Urano, deduziram que estas poderiam ser explicadas se houvesse outro planeta situado após sua órbita. A descoberta do novo planeta, Netuno, mostrou que este raciocínio estava correto. 
a) Em que ano Netuno foi descoberto?
(   ) 1781           (   ) 1846         (   ) 1930
b) De acordo com o termo Heurística no Dicionário Filosófico esta descoberta é um exemplo de heurística negativa ou positiva?
c) Por que é assim considerada?
(   ) porque não refuta a teoria, mas busca outra solução dentro dela.
(   ) porque a refuta e busca outra solução em outra teoria. 
6 – "O programa de Einstein fez a surpreendente predição de que, se for medida a distância entre duas estrelas durante a noite e se for medida depois durante o dia (quando elas são visíveis durante um eclipse do sol), as duas medidas resultarão diferentes. Ninguém jamais havia pensado em fazer tal observação antes do programa de Einstein". No dia 29 de maio de 1919, em uma eclipse solar visualizada através de Sobral / Ceará, o que os pesquisadores deduziram analisando os raios luminosos oriundos de estrelas distantes?
( ) que realmente eles sofrem desvios em suas trajetórias retilíneas esperadas; portanto, a luz é realmente influenciada pela presença de um campo gravitacional.
(  ) que realmente eles nada sofrem em suas trajetórias retilíneas esperadas; portanto, a luz não é influenciada pela presença de um campo gravitacional.
7 – Se tivermos dois programas de pesquisa rivais do qual um é progressivo, enquanto o outro regressivo (pseudociência) para qual dos programas os cientistas tendem a aderir?
8 – "A demarcação entre ciência e pseudociência é um problema que tem importantes implicações no campo ético e político". 
Entre no site Ministério das Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicações - MCTIC:
a) clique na aba "Ciência" e escreva quais são as três categorias em destaque.
b) clique na aba "tecnologia" e escreva quais são as seis categorias em destaque.

Filosofia das Ciências - Missão 01c - Giordano Bruno - finitude/infinitude

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Cosmos: Uma Odisseia do Espaço-Tempo

Ale Battle - publicado em 28 de nov de 2015 

Filosofia da Ciência
Temas: a infinitude do universo / paralaxe
Questão Central: O universo é finito ou infinito?
Filósofo:  Giordano Bruno (1548 - 1600)
Obra: Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos (1584)

Biografia


Bruno (1548- 1600) – teólogo e filósofo italiano condenado à morte pela Inquisição romana com a acusação de heresia ao defender a infinitude do universo entre outros.

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Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos (1584)

DIÁLOGO PRIMEIRO
Interlocutores ELPINO, FILOTEO, FRACASTORIO, BURQUIO

ELPINO — Como é possível que o universo seja infinito?
FILOTEO — Como é possível que o universo seja finito?
ELPINO — Acham vocês que seja possível demonstrar esta infinitude?
FILOTEO — Acham vocês que seja possível demonstrar esta finitude?
ELPINO — Que dilatação é esta?
FILOTEO — Que limites são estes?
(...)
BURQUIO — O infinito não pode ser compreendido pelo meu raciocínio, nem digerido pelo meu estômago, embora eu deseje que seja assim como afirma Filoteo, porque, se por desgraça acontecesse de eu cair fora deste meu mundo, sempre encontraria outro país.
ELPINO — Com certeza, Filoteo, se nós quisermos colocar os sentidos como juiz ou dar-lhes a função que lhes é própria, isto é, ser o veículo originário de toda a informação, acharemos então muito difícil encontrar um meio para concluir aquilo que você afirma, de preferência ao contrário. Agora, se for de seu agrado, comecem a me fazer entender algo.
FILOTEO — Não são os sentidos que percebem o infinito; não é pelos sentidos que chegamos a esta conclusão, porque o infinito não pode ser objeto dos sentidos. Por isso aquele que procura esclarecer tudo isto através dos sentidos se parece com aquele que procura enxergar com os olhos a substância e a essência; e aquele que as negasse, por não serem sensíveis ou visíveis, negaria a própria substância, o próprio ser. Mas deve haver cautela em recorrer ao testemunho dos sentidos, os quais admitimos só no campo das coisas sensíveis, mesmo aceitando-os com certa suspeita, se não emitirem um julgamento de acordo com a razão. É conveniente para o intelecto julgar e dar razão das coisas ausentes e divididas por espaço de tempo e de lugar. Nisto temos suficiente testemunho no campo dos sentidos pelo fato de não poderem nos contradizer e, ainda mais, por tornarem evidente e confessarem sua incapacidade e insuficiência na aparência da finitude causada pelos limites de seu horizonte, tornando evidente como são inconstantes. Ora, se conhecemos por experiência que eles nos enganam com respeito à superfície do globo no qual nos encontramos, muito mais devemos suspeitar deles quando querem referir-se ao côncavo céu estrelado.
ELPINO — Para que então servem os sentidos? Digam-no.
FILOTEO — Servem somente para excitar a razão, para tomar conhecimento, indicar e dar testemunho parcial, não para testemunhar sobre tudo, nem para julgar, nem para condenar. Porque nunca, mesmo perfeitos, são isentos de alguma perturbação. Por isso a verdade, em pequena parte, brota desse fraco princípio que são os sentidos, mas não reside neles.
ELPINO — Onde então?
FILOTEO — No objeto sensível como num espelho, na razão como argumentação e discurso, no intelecto como princípio e conclusão, na mente como forma própria e viva. 
ELPINO — Vamos, então, apresentem seus raciocínios.
FILOTEO — Assim farei. Se o mundo é finito e fora do mundo está o nada, pergunto a vocês: onde se encontra o mundo? Onde o universo? Aristóteles responde: em si mesmo. O convexo do primeiro céu é lugar universal; sendo ele o que tudo contém, não é contido por outro, porque o lugar não é nada a não ser superfície e extremidade de um corpo continente: do que se deduz que tudo o que não possui corpo continente não possui lugar. Mas o que você quer dizer, Aristóteles, atirando que "o lugar está em si mesmo"? O que você quer concluir com a afirmação "coisa existente fora do mundo"? Se você afirma que não existe nada; o céu, o mundo, por certo, não existem em lugar algum.
FRACASTORIO —  Portanto, o mundo não estará em lugar algum. O todo estará no nada.

Dicionário Filosófico
Paralaxe – vem do grego e significa alteração. É a alteração da posição angular de dois pontos estacionários relativos um ao outro como vistos por um observador em movimento. Em astronomia, paralaxe é a diferença na posição aparente de um objeto visto por observadores em locais distintos. A paralaxe estelar é utilizada para medir a distância das estrelas utilizando o movimento da Terra em sua órbita.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)
1 – Nas seis primeiras linhas, no diálogo entre Elpino e Filoteo, encontramos um exemplo de:
(   ) antinomias            (   ) utopias                 (   ) distopias
2 – Ao esponder a indagação de Elpino, Filoteo diz que:
(   ) são os sentidos que percebem o infinito
(   ) os sentidos não percebem o infinito
3 – Por quê?
(   ) porque o infinito pode ser objeto dos sentidos
(   ) porque o infinito não pode ser objeto dos sentidos
4 – “Temos suficiente testemunho no campo dos sentidos pelo fato de não poderem nos contradizer e, ainda mais, por tornarem evidente e confessarem sua incapacidade e insuficiência na aparência da finitude causada pelos limites de seu horizonte, tornando evidente como são inconstantes. Ora, se conhecemos por experiência que eles nos enganam com respeito à superfície do globo no qual nos encontramos, muito mais devemos suspeitar deles quando querem referir-se ao côncavo céu estrelado.”
Paralaxe

Labi - UFScar

Publicado em 2 de mar de 2015
Pesquise no dicionário filosófico o que é paralaxe.
5 – Qual é a resposta que Filoteo dá ao questionamento de Elpino: para que então servem os sentidos?
6 – Para a indagação de Filoteo: se o mundo é finito e fora do mundo está o nada, pergunto a vocês: onde se encontra o mundo?
a) Qual é a resposta de Aristóteles?
b) Qual é a conclusão de Fracastorio?

Filosofia das Ciências - Missão 01 - Ockham - navalha de Ockham

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Neil deGrasse Tyson - Matéria e Energia Escura
Emanuel de Souza - 27/06/2012

Filosofia da Ciência
Tema: navalha de Ockham
Questão Central: Diante de um fenômeno com duas ou mais teorias para explicá-las, qual escolher?
Filósofo:  Guilherme de Ockham (1285 - 1349)
Obra: Noção do Conhecimento ou Ciência 

Biografia

Ockham (1285- 1349) - foi um frade franciscanofilósofológico e teólogo escolástico inglês, considerado como o representante mais eminente da escola nominalista

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Noção do Conhecimento ou Ciência (scientia em latim: saber, conhecimento)

Passando a expor à Filosofia natural de Aristóteles, começarei pelo primeiro livro da Física. (...)
Primeiro, portanto, devemos ver o que é a ciência em geral; em segundo lugar, cumpre estabelecer algumas distinções a respeito do termo “ciência”; em terceiro lugar, é preciso inferir certas conclusões do que se vai dizer; por último, falaremos em particular da ciência natural (física).
Quanto ao primeiro ponto, devemos dizer que a ciência é uma qualidade existente na alma como sujeito, ou uma coleção de algumas dessas qualidades que informam à alma. (...)
Passando ao segundo ponto, urge saber que se torna a “ciência” em muitos sentidos, de modo que há várias acepções que não se subordinam umas às outras.  Numa acepção, “ciência” é certo conhecimento de alguma verdade. Em outro sentido, toma-se “ciência” como conhecimento evidente, ou seja, quando se diz que sabemos não somente devido ao testemunho de outros, mas também assentimos, mediata ou imediatamente, sem que ninguém o conte, por algum conhecimento incomplexo de certos termos.
Num terceiro sentido, “ciência” significa o conhecimento evidente de uma verdade necessária. Não se conhecem dessa forma as coisas contingentes, mas os princípios e as conclusões que deles se seguem. (...) É o conhecimento evidente de uma verdade necessária, produzido pelo conhecimento evidente de premissas necessárias aplicadas pelo raciocínio silogístico. (...)
Em quarto lugar, considere-se a ciência natural mais em particular, vendo-se com o que se ocupa, como se distingue das outras ciências, em que parte da filosofia entra. (...) A filosofia natural se ocupa principalmente com as substâncias sensíveis e compostas de matéria e forma, e secundariamente com algumas substâncias separadas. (...) Dir-se-á que a ciência real trata de coisas e, sendo a Filosofia uma ciência real, deve-se versar sobre coisas e, por conseguinte, não se reduz a intenções da alma. (...) Saiba-se, contudo, que não se nega ser a lógica uma ciência real como se não fosse coisa, pois é uma coisa tão real como a ciência da natureza.

Dicionário Filosófico

Navalha de Ockham – Nas palavras do próprio filósofo é um princípio onde "não se deve multiplicar os entes se não for necessário”. Também diz que "as entidades não devem ser multiplicadas além do necessário, a natureza é por si econômica e não se multiplica em vão".

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – Ockham foi um teólogo escolástico inglês. Pesquise o que foi a escolástica.
2 – Ao estudar a filosofia natural de Aristóteles, Ockham diz que irá expor o termo “ciência” em quatro modos. Faça a relação de acordo com os modos.
(A) A ciência de modo geral
(B)  O significado do termo ciência
(C)  Inferências sobre o significado
(D) A física aristotélica como ciência específica
(   ) Investigação de coisas (substâncias sensíveis compostas de matéria e forma)
(   ) Conhecimento evidente de uma verdade necessária inferida do silogismo
(   ) Conhecimento de alguma verdade; Roma é uma grande cidade
(   ) Disposição do espírito para conhecer; hábito da alma em entender alguma coisa
Portal da Ciência - 25 de jun de 2016
3 – Os astrônomos têm duas maneiras para determinar quanto de matéria preenche o Universo. Eles somam tudo que vêem. E medem a velocidade de movimento dos objetos visíveis, aplicam as leis da física e deduzem quanto de massa é necessário para gerar a gravidade que retém esses objetos. Desconfortavelmente, os dois métodos dão diferentes respostas. a maioria dos astrônomos conclui que alguma massa invisível se esconde lá fora – a alusiva matéria escura. (Milgron, Mordehai. In: Scientific American Brasil, Ano 2, nº 17, outubro 2003). 
De acordo com Arnaldo Vasconcellos "já que existem duas imagens de natureza e de ciência: (...) a MOND e a da matéria escura que procuram estabelecer o porquê das discrepâncias gravitacionais (conforme o gráfico acima), como se aplicaria a navalha de Ockham"?
( ) Na teoria que tem o nome de matéria escura descoberta por Fritz Zwicky em 1933
( ) Na MOND (Dinâmica Newtoniana Modificada) que é uma tentativa teórica em alterar a segunda lei de Newton, que trata sobre a aceleração. Nesta alternativa não seria, a priori, necessária a existência de uma matéria escura.
4 – Qual destas explicações parece ser ad hoc?
( ) A de que existe uma matéria e uma energia escura
( ) As explicações MOND (Modified Newtonian dynamics) as WIMPs (Weakly Interacting Massive Particles)
5 – (VESTIBULAR) Qual formulação designa melhor a expressão "navalha de Ockham"? 
A) O princípio de economia de pensamento: não multiplicar os seres sem necessidade.
B) A negação dos universais: eles são apenas abstrações das formas das coisas.
C) Separação entre a Igreja e o Estado: o poder temporal não compete à primeira.
D) Ceticismo em teologia natural: neste campo, a existência de Deus é apenas provável.

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