Base da Filosofia

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Filosofia das Ciências - Missão 01c - Giordano Bruno - finitude/infinitude

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Cosmos: Uma Odisseia do Espaço-Tempo

Ale Battle - publicado em 28 de nov de 2015 

Filosofia da Ciência
Temas: a infinitude do universo / paralaxe
Questão Central: O universo é finito ou infinito?
Filósofo:  Giordano Bruno (1548 - 1600)
Obra: Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos (1584)

Biografia


Bruno (1548- 1600) – teólogo e filósofo italiano condenado à morte pela Inquisição romana com a acusação de heresia ao defender a infinitude do universo entre outros.

Ler textos filosóficos de modo significativo (PCNs)

Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos (1584)

DIÁLOGO PRIMEIRO
Interlocutores ELPINO, FILOTEO, FRACASTORIO, BURQUIO

ELPINO — Como é possível que o universo seja infinito?
FILOTEO — Como é possível que o universo seja finito?
ELPINO — Acham vocês que seja possível demonstrar esta infinitude?
FILOTEO — Acham vocês que seja possível demonstrar esta finitude?
ELPINO — Que dilatação é esta?
FILOTEO — Que limites são estes?
(...)
BURQUIO — O infinito não pode ser compreendido pelo meu raciocínio, nem digerido pelo meu estômago, embora eu deseje que seja assim como afirma Filoteo, porque, se por desgraça acontecesse de eu cair fora deste meu mundo, sempre encontraria outro país.
ELPINO — Com certeza, Filoteo, se nós quisermos colocar os sentidos como juiz ou dar-lhes a função que lhes é própria, isto é, ser o veículo originário de toda a informação, acharemos então muito difícil encontrar um meio para concluir aquilo que você afirma, de preferência ao contrário. Agora, se for de seu agrado, comecem a me fazer entender algo.
FILOTEO — Não são os sentidos que percebem o infinito; não é pelos sentidos que chegamos a esta conclusão, porque o infinito não pode ser objeto dos sentidos. Por isso aquele que procura esclarecer tudo isto através dos sentidos se parece com aquele que procura enxergar com os olhos a substância e a essência; e aquele que as negasse, por não serem sensíveis ou visíveis, negaria a própria substância, o próprio ser. Mas deve haver cautela em recorrer ao testemunho dos sentidos, os quais admitimos só no campo das coisas sensíveis, mesmo aceitando-os com certa suspeita, se não emitirem um julgamento de acordo com a razão. É conveniente para o intelecto julgar e dar razão das coisas ausentes e divididas por espaço de tempo e de lugar. Nisto temos suficiente testemunho no campo dos sentidos pelo fato de não poderem nos contradizer e, ainda mais, por tornarem evidente e confessarem sua incapacidade e insuficiência na aparência da finitude causada pelos limites de seu horizonte, tornando evidente como são inconstantes. Ora, se conhecemos por experiência que eles nos enganam com respeito à superfície do globo no qual nos encontramos, muito mais devemos suspeitar deles quando querem referir-se ao côncavo céu estrelado.
ELPINO — Para que então servem os sentidos? Digam-no.
FILOTEO — Servem somente para excitar a razão, para tomar conhecimento, indicar e dar testemunho parcial, não para testemunhar sobre tudo, nem para julgar, nem para condenar. Porque nunca, mesmo perfeitos, são isentos de alguma perturbação. Por isso a verdade, em pequena parte, brota desse fraco princípio que são os sentidos, mas não reside neles.
ELPINO — Onde então?
FILOTEO — No objeto sensível como num espelho, na razão como argumentação e discurso, no intelecto como princípio e conclusão, na mente como forma própria e viva. 
ELPINO — Vamos, então, apresentem seus raciocínios.
FILOTEO — Assim farei. Se o mundo é finito e fora do mundo está o nada, pergunto a vocês: onde se encontra o mundo? Onde o universo? Aristóteles responde: em si mesmo. O convexo do primeiro céu é lugar universal; sendo ele o que tudo contém, não é contido por outro, porque o lugar não é nada a não ser superfície e extremidade de um corpo continente: do que se deduz que tudo o que não possui corpo continente não possui lugar. Mas o que você quer dizer, Aristóteles, atirando que "o lugar está em si mesmo"? O que você quer concluir com a afirmação "coisa existente fora do mundo"? Se você afirma que não existe nada; o céu, o mundo, por certo, não existem em lugar algum.
FRACASTORIO —  Portanto, o mundo não estará em lugar algum. O todo estará no nada.

Dicionário Filosófico
Paralaxe – vem do grego e significa alteração. É a alteração da posição angular de dois pontos estacionários relativos um ao outro como vistos por um observador em movimento. Em astronomia, paralaxe é a diferença na posição aparente de um objeto visto por observadores em locais distintos. A paralaxe estelar é utilizada para medir a distância das estrelas utilizando o movimento da Terra em sua órbita.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)
1 – Nas seis primeiras linhas, no diálogo entre Elpino e Filoteo, encontramos um exemplo de:
(   ) antinomias            (   ) utopias                 (   ) distopias
2 – Ao esponder a indagação de Elpino, Filoteo diz que:
(   ) são os sentidos que percebem o infinito
(   ) os sentidos não percebem o infinito
3 – Por quê?
(   ) porque o infinito pode ser objeto dos sentidos
(   ) porque o infinito não pode ser objeto dos sentidos
4 – “Temos suficiente testemunho no campo dos sentidos pelo fato de não poderem nos contradizer e, ainda mais, por tornarem evidente e confessarem sua incapacidade e insuficiência na aparência da finitude causada pelos limites de seu horizonte, tornando evidente como são inconstantes. Ora, se conhecemos por experiência que eles nos enganam com respeito à superfície do globo no qual nos encontramos, muito mais devemos suspeitar deles quando querem referir-se ao côncavo céu estrelado.”
Paralaxe

Labi - UFScar

Publicado em 2 de mar de 2015
Pesquise no dicionário filosófico o que é paralaxe.
5 – Qual é a resposta que Filoteo dá ao questionamento de Elpino: para que então servem os sentidos?
6 – Para a indagação de Filoteo: se o mundo é finito e fora do mundo está o nada, pergunto a vocês: onde se encontra o mundo?
a) Qual é a resposta de Aristóteles?
b) Qual é a conclusão de Fracastorio?

Filosofia das Ciências - Missão 01 - Ockham - navalha de Ockham

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Neil deGrasse Tyson - Matéria e Energia Escura
Emanuel de Souza - 27/06/2012

Filosofia da Ciência
Tema: navalha de Ockham
Questão Central: Diante de um fenômeno com duas ou mais teorias para explicá-las, qual escolher?
Filósofo:  Guilherme de Ockham (1285 - 1349)
Obra: Noção do Conhecimento ou Ciência 

Biografia

Ockham (1285- 1349) - foi um frade franciscanofilósofológico e teólogo escolástico inglês, considerado como o representante mais eminente da escola nominalista

Ler textos filosóficos de modo significativo (PCNs)

Noção do Conhecimento ou Ciência (scientia em latim: saber, conhecimento)

Passando a expor à Filosofia natural de Aristóteles, começarei pelo primeiro livro da Física. (...)
Primeiro, portanto, devemos ver o que é a ciência em geral; em segundo lugar, cumpre estabelecer algumas distinções a respeito do termo “ciência”; em terceiro lugar, é preciso inferir certas conclusões do que se vai dizer; por último, falaremos em particular da ciência natural (física).
Quanto ao primeiro ponto, devemos dizer que a ciência é uma qualidade existente na alma como sujeito, ou uma coleção de algumas dessas qualidades que informam à alma. (...)
Passando ao segundo ponto, urge saber que se torna a “ciência” em muitos sentidos, de modo que há várias acepções que não se subordinam umas às outras.  Numa acepção, “ciência” é certo conhecimento de alguma verdade. Em outro sentido, toma-se “ciência” como conhecimento evidente, ou seja, quando se diz que sabemos não somente devido ao testemunho de outros, mas também assentimos, mediata ou imediatamente, sem que ninguém o conte, por algum conhecimento incomplexo de certos termos.
Num terceiro sentido, “ciência” significa o conhecimento evidente de uma verdade necessária. Não se conhecem dessa forma as coisas contingentes, mas os princípios e as conclusões que deles se seguem. (...) É o conhecimento evidente de uma verdade necessária, produzido pelo conhecimento evidente de premissas necessárias aplicadas pelo raciocínio silogístico. (...)
Em quarto lugar, considere-se a ciência natural mais em particular, vendo-se com o que se ocupa, como se distingue das outras ciências, em que parte da filosofia entra. (...) A filosofia natural se ocupa principalmente com as substâncias sensíveis e compostas de matéria e forma, e secundariamente com algumas substâncias separadas. (...) Dir-se-á que a ciência real trata de coisas e, sendo a Filosofia uma ciência real, deve-se versar sobre coisas e, por conseguinte, não se reduz a intenções da alma. (...) Saiba-se, contudo, que não se nega ser a lógica uma ciência real como se não fosse coisa, pois é uma coisa tão real como a ciência da natureza.

Dicionário Filosófico

Navalha de Ockham – Nas palavras do próprio filósofo é um princípio onde "não se deve multiplicar os entes se não for necessário”. Também diz que "as entidades não devem ser multiplicadas além do necessário, a natureza é por si econômica e não se multiplica em vão".

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – Ockham foi um teólogo escolástico inglês. Pesquise o que foi a escolástica.
2 – Ao estudar a filosofia natural de Aristóteles, Ockham diz que irá expor o termo “ciência” em quatro modos. Faça a relação de acordo com os modos.
(A) A ciência de modo geral
(B)  O significado do termo ciência
(C)  Inferências sobre o significado
(D) A física aristotélica como ciência específica
(   ) Investigação de coisas (substâncias sensíveis compostas de matéria e forma)
(   ) Conhecimento evidente de uma verdade necessária inferida do silogismo
(   ) Conhecimento de alguma verdade; Roma é uma grande cidade
(   ) Disposição do espírito para conhecer; hábito da alma em entender alguma coisa
Portal da Ciência - 25 de jun de 2016
3 – Os astrônomos têm duas maneiras para determinar quanto de matéria preenche o Universo. Eles somam tudo que vêem. E medem a velocidade de movimento dos objetos visíveis, aplicam as leis da física e deduzem quanto de massa é necessário para gerar a gravidade que retém esses objetos. Desconfortavelmente, os dois métodos dão diferentes respostas. a maioria dos astrônomos conclui que alguma massa invisível se esconde lá fora – a alusiva matéria escura. (Milgron, Mordehai. In: Scientific American Brasil, Ano 2, nº 17, outubro 2003). 
De acordo com Arnaldo Vasconcellos "já que existem duas imagens de natureza e de ciência: (...) a MOND e a da matéria escura que procuram estabelecer o porquê das discrepâncias gravitacionais (conforme o gráfico acima), como se aplicaria a navalha de Ockham"?
( ) Na teoria que tem o nome de matéria escura descoberta por Fritz Zwicky em 1933
( ) Na MOND (Dinâmica Newtoniana Modificada) que é uma tentativa teórica em alterar a segunda lei de Newton, que trata sobre a aceleração. Nesta alternativa não seria, a priori, necessária a existência de uma matéria escura.
4 – Qual destas explicações parece ser ad hoc?
( ) A de que existe uma matéria e uma energia escura
( ) As explicações MOND (Modified Newtonian dynamics) as WIMPs (Weakly Interacting Massive Particles)
5 – (VESTIBULAR) Qual formulação designa melhor a expressão "navalha de Ockham"? 
A) O princípio de economia de pensamento: não multiplicar os seres sem necessidade.
B) A negação dos universais: eles são apenas abstrações das formas das coisas.
C) Separação entre a Igreja e o Estado: o poder temporal não compete à primeira.
D) Ceticismo em teologia natural: neste campo, a existência de Deus é apenas provável.

Filosofia das Ciências - Missão 25b - Kuhn - paradigma

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Eudoxus System
http://catalogue.museogalileo.it/multimedia/EudoxussSystem.html

Ptolemaic System
http://catalogue.museogalileo.it/multimedia/PtolemaicSystem.html

Epicyclical Theory
http://catalogue.museogalileo.it/multimedia/EpicyclicalTheory.html

Copernican System
http://catalogue.museogalileo.it/multimedia/CopernicanSystem.html


Tycho Brahe System
http://catalogue.museogalileo.it/multimedia/TychoBrahesSystem.html


Filosofia da Ciência
Tema: paradigma
Questão Central: Que critérios devem pautar o conhecimento científico?
Filósofo: Thomas Kuhn (1922 - 1996)
Obra: A Estrutura das Revoluções Científicas (1963)

Biografia

Kuhn - (1922 - 1996) foi um físico e filósofo da ciência estadunidense. Seu trabalho incidiu sobre história da ciência e filosofia da ciência, tornando-se um marco no estudo do processo que leva ao desenvolvimento científico.

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A Estrutura das Revoluções Científicas (1963)

Neste ensaio "ciência normal" significa que uma pesquisa está realmente fundada sobre um ou mais resultados alcançados pela ciência do passado, a qual a comunidade científica particular, por certo período de tempo, reconhece a capacidade de constituir o fundamento da sua práxis posterior. (...)
A física de Aristóteles, a astronomia de Ptolomeu, a óptica de Newton (...) e muitas outras obras serviram por certo período de tempo para definir implicitamente os problemas e os métodos legítimos em determinado campo de pesquisas para numerosas gerações de cientistas. Eles estavam em grau de fazer isso, pois possuíam em comum, duas características: os resultados que apresentavam eram suficientemente novos para atrair um grupo estável de seguidores, afastando-os de formas de atividade científica que com elas contrastavam; e, ao mesmo tempo, estavam suficientemente abertos para deixar ao grupo de cientistas constituídos sobre essas novas bases a possibilidade de resolver problemas de todo tipo.
Doravante, para indicar os resultados que tem em comum nestas duas características usarei o termo "paradigmas", que tem uma relação precisa com o termo "ciência normal". Com a escolha desse termo quis tornar presente o fato de que alguns exemplos de efetiva práxis científica, reconhecidos como validos – exemplos que compreendem globalmente leis, teorias, aplicações e instrumentos –, fornecem modelos que dão origem a tradições particulares de pesquisa cientifica com sua coerência. (...)
Aqueles cuja pesquisa têm por base paradigmas compartilhados pela comunidade cientifica empenham-se em observar as mesmas regras e os mesmos modelos em sua atividade cientifica. (...)
Poucos entre aqueles que não estejam efetivamente empenhados na atividade de uma ciência madura percebem quanto trabalho de polimento desse tipo deve continuar a ser feito depois da aceitação de um paradigma, ou de quão fascinante possa ser a execução de semelhante trabalho. E estes pontos devem ser claramente compreendidos. As operações de polimento constituem a atividade que empenha a maior parte dos cientistas no decorrer de toda a sua carreira. Elas constituem aquilo que chamo de ciência normal.  (...)
A pesquisa no âmbito da ciência normal dirige-se, ao invés, a articulação daqueles fenômenos e daquelas teorias que já foram fornecidas pelo paradigma. (...) Concentrando a atenção sobre um âmbito restrito de problemas relativamente internos, o paradigma obriga os cientistas a estudar uma parte da natureza de modo particularizado e aprofundado, que de outra forma seria inimaginável. Por outro lado, a ciência normal possui um mecanismo interno que assegura o relaxamento das restrições que vinculam a pesquisa toda vez que o paradigma do qual elas derivam deixa de funcionar eficazmente. Nesse momento, os cientistas começam a assumir um comportamento diferente, e muda a natureza dos problemas de sua pesquisa.
Nesse interim, porém, durante o período em que o paradigma tem sucesso, a comunidade dos especialistas terá resolvido problemas que seus membros dificilmente teriam podido imaginar e não teriam jamais enfrentado, caso não tivessem se apoiado no paradigma.

Dicionário Filosófico

Paradigma – Modelo ou exemplo de procedimentos, teorias, leis, aplicações e instrumentos daquilo que os membros de uma comunidade científica partilham.

Ad hoc – Apropriado para isso: as hipóteses ad hoc são criadas para explicar fatos que parecem contrariar determinada teoria.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – Para Kuhn o que significa o termo “ciência normal”?
2 – Quais são os três exemplos que Kuhn oferece para exemplificar o que ele denomina por “ciência normal”?
3 – Quais são as duas características apontadas por Kuhn para os paradigmas dos cientistas (filósofos) citados?
4 – Por que Kuhn escolheu o termo “paradigma” para indicar os resultados que tem em comum estas duas características acima?
5 – Como se comportam aqueles cuja pesquisa se baseia sobre paradigmas compartilhados pela comunidade cientifica?
6 – “As operações de polimento constituem a atividade que empenha a maior parte dos cientistas no decorrer de toda a sua carreira. Elas constituem aquilo que chamo de ciência normal”. Os aperfeiçoamentos para as explicações do problema na órbita dos planetas do modelo de ciência de Aristóteles e Eudoxo constituem qual ciência normal para a época?
(   ) Modelo geocêntrico para as orbitas celestes
(   ) Modelo heliocêntrico para as orbitas celestes
7 – Qual é o paradigma para esta ciência normal acima?
(   ) De que a Terra está parada no centro do Universo
(   ) De que o Sol ocupa a posição central em nosso sistema planetário
8 – “Concentrando a atenção sobre um âmbito restrito de problemas relativamente internos, o paradigma obriga os cientistas a estudar uma parte da natureza de modo particularizado e aprofundado, que de outra forma seria inimaginável”. Qual foi um dos problemas internos ao modelo geocêntrico que exigiu a concentração dos pensadores daquela época?
(   ) o problema do movimento retrógado dos planetas
(   ) o problema do movimento elípticos dos planetas
9 – Segundo a ordem do desenvolvimento da ciência proposta por Thomas Kuhn, faça a relação de acordo com a História da Ciência Astronômica:
(A) Pré-Ciência
(B) Ciência normal
(C) Crise
(D) Revolução científica
(E) Nova ciência normal
(   ) Sistema Heliocêntrico de Kepler (órbita elíptica)
(   ) Sistema Heliocêntrico de Copérnico (órbita circulares)
(   ) Movimento retrógado e as explicações ad hoc dos epiciclos
(   ) Sistema Geocêntrico de Ptolomeu e Eudoxo
(   ) Cosmos grego de Aristóteles
10 – Assinale a frase que não diz respeito ao conceito de paradigma de Thomas Kuhn.
a) Paradigma é o modelo da ciência normal.
b) A ciência normal é determinada forma histórica de fazer ciência. Essa forma de fazer ou pensar a ciência é o paradigma.
c) A anomalia ocorre quando um paradigma não consegue explicar alguns fenômenos.
d) A partir das anomalias, inicia-se uma crítica do paradigma científico e, com isso, é possível a ocorrência de uma revolução científica.
e) Cada cientista tem um paradigma particular e pessoal, que nunca partilha com outro cientista.
11 – (UNIOESTE 2009) “Segundo o filósofo da ciência Thomas Kuhn, paradigma é um conjunto sistemático de métodos, formas de experimentações e teorias que constituem um modelo científico, tornando-se condição reguladora da observação. […] A ciência normal, conforme Kuhn, funciona submetida por paradigmas estabelecidos historicamente num campo contextual de problemas e soluções concretas. […] Os paradigmas são estabelecidos nos momentos de revolução científica […] Portanto, para Kuhn, a ciência se desenvolve por meio de rupturas, por saltos e não de maneira gradual e progressiva”.
(E. C. Santos)
Sobre a concepção de ciência de Kuhn, é incorreto afirmar que
a) o desenvolvimento científico não se dá de modo linear, cumulativo e progressivo.
b) o desenvolvimento científico possui momentos de revolução, de ruptura, nos quais há mudança de paradigma.
c) a ciência normal é o período em que a pesquisa científica é dirigida por um paradigma.
d) um exemplo de mudança de paradigma (revolução) na Astronomia e a substituição do sistema geocêntrico aristotélico-ptolomaico pelo sistema heliocêntrico copernicano-galilaico.
e) a ciência não está submetida, de forma alguma, às condições históricas.
12 - Qual dos vídeos acima é uma explicação (teoria) ad hoc?

Filosofia das Ciências - Missão 11 - Comte - três estados

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Carl Sagan - Cosmos - O Limiar da Eternidade
Publicado em 28 de out de 2014 - Eduardo Silva
Qual a origem do Universo?

Qual a origem do Universo?

Qual a origem do Universo?

Filosofia da Ciência
Tema: a lei dos três estados
Questão Central: Existe uma lei que explique o desenvolvimento do pensamento?
Filósofo: Auguste Comte (1798 - 1857)
Obra: Curso de Filosofia Positiva (1842)

Biografia

Comte - foi um filósofo francês, fundador da Sociologia e do Positivismo, que trabalhou intensamente na criação de uma filosofia positiva.

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Curso de Filosofia Positiva (1842)

Lei dos três Estados

Para explicar convenientemente a verdadeira natureza e o caráter próprio da filosofia positiva, é indispensável ter, de início, uma visão geral sobre a marcha progressiva do espírito humano, considerado em seu conjunto, pois uma concepção qualquer só pode ser bem conhecida por sua história. Estudando, assim, o desenvolvimento total da inteligência humana em suas diversas esferas de atividade, desde seu primeiro voo mais simples até nossos dias, creio ter descoberto uma grande lei fundamental, a que se sujeita por uma necessidade invariável, e que me parece poder ser solidamente estabelecida, quer na base de provas racionais fornecidas pelo conhecimento de nossa organização, quer na base de verificações históricas resultantes dum exame atento do passado. Essa lei consiste em que cada uma de nossas concepções principais, cada ramo de nossos conhecimentos, passa sucessivamente por três estados históricos diferentes: estado teológico ou fictício, estado metafísico ou abstrato, estado científico ou positivo. Em outros termos, o espírito humano, por sua natureza, emprega sucessivamente, em cada uma de suas investigações, três métodos de filosofar, cujo caráter é essencialmente diferente e mesmo radicalmente oposto: primeiro, o método teológico, em seguida, o método metafísico, finalmente, o método positivo. Daí três sortes de filosofia, ou de sistemas gerais de concepções sobre o conjunto de fenômenos, que se excluem mutuamente: a primeira é o ponto de partida necessário da inteligência humana; a terceira, seu estado fixo e definitivo; a segunda, unicamente destinada a servir de transição. No estado teológico, o espírito humano, dirigindo essencialmente suas investigações para a natureza íntima dos seres, as causas primeiras e finais de todos os efeitos que o tocam, numa palavra, para os conhecimentos absolutos, apresenta os fenômenos como produzidos pela ação direta e contínua de agentes sobrenaturais mais ou menos numerosos, cuja intervenção arbitrária explica todas as anomalias aparentes do universo. No estado metafísico, que no fundo nada mais é do que simples modificação geral do primeiro, os agentes sobrenaturais são substituídos por forças abstratas, verdadeiras entidades (abstrações personificadas) inerentes aos diversos seres do mundo, e concebidas como capazes de engendrar por elas próprias todos os fenômenos observados, cuja explicação consiste, então, em determinar para cada um uma entidade correspondente. Enfim, no estado positivo, o espírito humano, reconhecendo a impossibilidade de obter noções absolutas, renuncia a procurar a origem e o destino do universo, a conhecer as causas íntimas dos fenômenos, para preocupar-se unicamente em descobrir, graças ao uso bem combinado do raciocínio e da observação, suas leis efetivas, a saber, suas relações invariáveis de sucessão e de similitude. A explicação dos fatos, reduzida então a seus termos reais, se resume de agora em diante na ligação estabelecida entre os diversos fenômenos particulares e alguns fatos gerais, cujo número o progresso da ciência tende cada vez mais a diminuir.

Dicionário Filosófico

Teologia - é o estudo da existência de Deus, das questões referentes ao conhecimento da divindade, assim como de sua relação com o mundo e com os homens. Do grego “theos” (deus, termo usado no mundo antigo para nominar seres com poderes além da capacidade humana) + “logos” (palavra que revela), por extensão “logia” (estudo).

Metafísica - é uma palavra com origem no grego e que significa "o que está para além da física". É uma doutrina que busca o conhecimento da essência das coisas.

Positivismo - é uma corrente de pensamento filosófico, sociológico e político que surgiu em meados do século XIX na França. A principal ideia do positivismo era a de que o conhecimento científico devia ser reconhecido como o único conhecimento verdadeiro.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – Nas primeiras linhas do texto Comte procurar encontrar um fio condutor na marcha progressiva da humanidade. Qual conceito aplica-se melhor a esta história da humanidade?
(     ) utopia                  (     ) distopia               (     ) teleologia 
2 – Em seguida o pensador francês diz ter encontrado uma lei fundamental que pode ser verificada através de nosso conhecimento e da observação da história. Que lei é esta?
(     ) a lei dos três estados       (     ) a lei dos três passos        (     ) a lei dos três modos
3 – A lei da resposta acima está dividida em três métodos gerais de concepções sobre o conjunto de fenômenos. Quais são eles?
4 – Eles são:
(     ) inclusivos (     ) excludentes
5 – Faça a relação sobre o progresso da história humana com as narrativas que explicam a origem do universo:
(A) Estado Positivo ou Científico
(B) Estado Teológico ou Fictício
(C) Estado Metafísico ou Abstrato
(   ) Saudações, filhos de Zeus! Dai-me vosso canto que enleva! Celebrai a raça sagrada dos imortais que ainda hoje vivem, e que nasceram de Gaia e do Ouranos estrelado, e da tenebrosa Nyx e do amargo Pontos. Dizei-me como nasceram os Deuses e Gaia, e os rios, e o imenso Ponto que brame furioso, e os astros brilhantes, e acima, o grande Ouranos e os Deuses, fonte dos bens que deles nasceram; e como, tendo partilhado as honras e riquezas desde a origem, eles tomaram o Olimpo de numerosos picos.
Dizei-me essas coisas, Musas residentes no Olimpo, e quais delas foram as primeiras, no início. Antes de todas as coisas existiu o Khaos, e depois Gaia de amplo ventre, base sempre sólida de todos os imortais que habitamos picos do Olimpo nevado e o Tártaro sombrio nas profundezas da terra espaçosa; e depois Eros, o mais belo entre os deuses imortais, que rompe as forças e doma a inteligência e a sabedoria no peito de todos os deuses e de todos os homens. (Ilíada – Homero)
(   ) Ora, quando o pai que o engendrou se deu conta de que tinha gerado uma representação dos deuses eternos, animada e dotada de movimento, rejubilou; por estar tão satisfeito, pensou como torná-la ainda mais semelhante ao arquétipo. Como acontece que este é um ser eterno, tentou, na medida do possível, tornar o mundo também ele eterno. Mas acontecia que a natureza daquele ser era eterna, e não era possível ajustá-la por completo ao ser gerado. Então, pensou em construir uma imagem móvel da eternidade, e, quando ordenou o céu, construiu, a partir da eternidade que permanece uma unidade, uma imagem eterna que avança de acordo com o número; é aquilo a que chamamos tempo. (...) A partir do raciocínio e do desígnio de um deus em relação à geração do tempo, para que ele fosse engendrado, gerou o Sol, a Lua e cinco astros, que têm o nome “planetas”, para definirem e guardarem os números do tempo. Tendo construído os corpos de cada um deles – sete ao todo –, o deus estabeleceu-os nas órbitas que o percurso do Outro seguia, em número de sete delas: na primeira a Lua, à volta da Terra; na segunda o Sol, por cima da Terra; a Estrela da Manhã e o astro que dizem ser consagrado a Hermes na rota circular que tem a mesma velocidade que o Sol, ainda que lhes tenha cabido em sorte um ímpeto contrário ao dele. Daí decorre que o Sol e a Estrela da Manhã (o astro de Hermes) sucessivamente se alcancem e sejam alcançados mutuamente. (...) Para que houvesse uma medida evidente para a lentidão e para a rapidez com que se cumprissem as oito órbitas, o deus instalou uma luz na segunda órbita a contar da Terra, a que agora chamamos Sol, de modo a que o céu brilhasse ainda mais para todos e que os seres vivos aos quais isso dissesse respeito participassem do número de modo a ficarem a conhecer a órbita do Mesmo e do Semelhante. Deste modo e por estas razões foram gerados a noite e o dia – o percurso circular uniforme e regular. Temos um mês quando a Lua, depois de ter percorrido o seu próprio círculo, alcança o Sol; temos um ano depois de o Sol ter percorrido o seu próprio círculo. (...) Assim, tal como o intelecto percebe as formas do ser que é – tantas quantas há nele –, o demiurgo olhou para baixo e decidiu que o mundo deveria ter tantas formas quantas aquele tem. E eles são quatro: a primeira é a espécie celeste dos deuses, outra é a alada e anda pelo ar, a terceira é a forma aquática, e a quarta é a que caminha sobre a terra. (Timeu – Platão)
(   ) O big-bang foi uma explosão do próprio espaço e o início do tempo. O universo era infinitamente pequeno, denso e quente ao nascer. Nos primeiros microssegundos as leis normais da física não se aplicavam. Após, a densidade da energia era tão alta que partículas de matéria podiam se formar e decair espontaneamente, segundo a famosa equação de Einstein: E=mc2. À medida que o Universo se expandiu, a densidade e a temperatura caíram e a massa das partículas que podiam se formar desse modo diminuiu, até que, após um microssegundo, a temperatura caiu a menos de um quatrilhão °C e não pôde haver mais formação de matéria. As primeiras partículas foram os quarks. Matéria escura, não afetada pelo movimento dos fótons, começou a formar estrutura. Por fim, após 300 mil anos, núcleos e elétrons combinaram-se em átomos. O número de partículas caiu rapidamente e a bruma do Universo dissipou-se. (Astronomia – Ian Ridpath)

    Fantástico - O Som da Criação do Universo - 20/05/1979
Publicado em 4 de jun de 2011 - Heraldo Jacques
6 – Assistindo ao vídeo com o repórter Hélio Costa responda quais das teorias abaixo corroboram para a explicação positivista do mundo através do Big Bang como o início do Universo.
(     ) Radiação Cósmica de Fundo / Efeito Dopller / Universo em Expansão
(     ) Radiação Ultravioleta / Efeito Borboleta / Universo Estático
7 – De acordo com o dicionário filosófico qual é a principal ideia do Positivismo?
8 - VESTIBULAR - UNIOESTE
A Filosofia da História – o primeiro tema da filosofia de Augusto Comte – foi sistematizada pelo próprio Comte na célebre “Lei dos Três Estados” e tinha o objetivo de mostrar por que o pensamento positivista deve imperar entre os homens. Sobre a “Lei dos Três Estados” formulada por Comte, é correto afirmar que:
a) Augusto Comte demonstra com essa lei que todas as ciências e o espírito humano desenvolvem-se na seguinte ordem em três fases distintas ao longo da história: a positiva, a teológica e a metafísica.
b) Na “Lei dos Três Estados” a argumentação desempenha um papel de primeiro plano no estado teológico. O estado teológico, na sua visão, corresponde a uma etapa posterior ao estado positivo.
c) O estado positivista apresenta-se na “Lei dos Três Estados” como o momento em que a observação prevalece sobre a imaginação e a argumentação, e na busca de leis imutáveis nos fenômenos observáveis.
d) Para Comte, o estado metafísico não tem contato com o estado teológico, pois somente o estado metafísico procura soluções absolutas e universais para os problemas do homem.
9 – O lema escrito na Bandeira do Brasil tem inspiração no Positivismo. Escreva a frase completa escrita por Comte.

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