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Filosofia da Moral ou Ética - Missão 10b - Nietzsche - amor fati

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Benito di Paula - Do jeito que a vida quer (1976) Músico Eclético - Publicado em 9 de mar de 2014
Filosofia da Moral ou Ética
Tema: o amor fati
Questão Central: Como devo conduzir minha vida?
Filósofo: Nietzsche (1844 - 1900)
Obras: A Gaia Ciência (1882) e Ecce Homo (1888)

Biografia
Nietzsche, F. (1844 - 1900) foi um filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor alemão. Ele escreveu vários textos críticos sobre a religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo.


Ler textos filosóficos de modo significativo (PCNs)

A Gaia Ciência (1844)
(Livro IV, aforismo 276)
Hoje cada um se permite exprimir seu desejo, seu mais caro pensamento; assim eu vou dizer o que desejo hoje de mim mesmo, e qual foi o primeiro pensamento que preencheu meu coração este ano, um pensamento que deve ser a razão, a graça e a suavidade de toda a minha vida! Eu quero aprender cada vez mais a considerar a necessidade das coisas como o belo em si – assim, eu serei um daqueles que tornam as coisas belas, amor fati: que seja este de agora em diante o meu amor! Eu não vou fazer guerra contra o feio, eu não o acusarei mais, eu não acusarei nem mesmo os acusadores. Suspender o olhar, que esta seja minha única forma de negar. Eu não quero, a partir desse momento, ser outra coisa senão pura afirmação.
Ecce Homo (1888)

Minha fórmula para a grandeza no homem é amor fati: nada querer diferente, seja para trás, seja para frente, seja em toda eternidade. Não apenas suportar o necessário, menos ainda ocultá-lo – todo idealismo é mendacidade ante o necessário - mas amá-lo.

Dicionário Filosófico
Amor fatié uma expressão latina que significa “amor ao destino”, “amor ao fado”. Na filosofia de Nietzsche, significa ou trata-se de aceitação integral da vida e do destino humano mesmo em seus aspectos mais cruéis e dolorosos – aceitação que só um espírito superior é capaz.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – Qual é o desejo de Nietzsche e que foi o primeiro pensamento que preencheu seu coração naquele ano?
(   ) aprender cada vez mais a considerar a necessidade das coisas como o belo em si
(   ) aprender cada vez menos a considerar a necessidade das coisas como o belo em si
2 – A partir da resposta acima qual é, então, o novo amor do filósofo alemão?
(   ) o destino da vida               (   ) a vida planejada                (   ) a vida comedida
3 – Nietzsche diz que suspender o olhar será sua única forma de negar a vida e que adotará a partir desse momento...
(   ) a afirmação da vida           (   ) a suspensão da vida          (   ) a idealização da vida
4 – Qual é a expressão latina utilizada por Nietzsche para designar a grandeza no homem?
5 – De acordo com o dicionário filosófico o que isto (a resposta acima) significa?
6 – Para vivermos intensamente o que a vida nos oferece não devemos apenas suportar o necessário, menos ainda ocultá-lo, mas _________________.

Filosofia das Ciências - Missão 23 - Durkheim - fatos sociais

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)


Publicado em 12 de ago de 2014
Zoom Poliedro: Foco no Enem. Aula de Sociologia ministrada pelo professor Daniel Gomes.


Filosofia das Ciências
Tema: o fato social
Questão Central: Como devemos tratar os objetos de estudo da Sociologia?
Filósofo: Durkheim (1858 - 1917)
Obra: As Regras do Método Sociológico (1895)

Biografia

Émile Durkheim (1858 - 1917) é considerado um dos pais da sociologia moderna. Durkheim foi o fundador da escola francesa de sociologia, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É reconhecido amplamente como um dos melhores teóricos do conceito da coerção social.

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As Regras do Método Sociológico (1895)

Quando este livro surgiu pela primeira vez, provocou acesas controvérsias. (...)
Nossa afirmação de que os fatos sociais devem ser tratados como coisas – afirmação que constitui a base do nosso método – e, talvez, a que tem encontrado, entre todas, a maior oposição. Considerou-se paradoxal e indigna a assimilação das realidades do mundo social às realidades do mundo exterior. E, no entanto, tudo isso era um novo equívoco sobre o sentido e o alcance dessa semelhança, cujo objeto não é rebaixar as formas superiores do ser às suas formas inferiores, mas, pelo contrário, reivindicar para as primeiras um grau de realidade pelo menos igual àquele que toda gente reconhece nas segundas. Nós não dizemos, com efeito, que os fatos sociais são coisas materiais, mas sim coisas com o mesmo direito que as coisas materiais, ainda que de modo diferente.
Que é uma coisa? A coisa se opõe à ideia, como o que se conhece exteriormente ao que se conhece interiormente. É coisa todo objeto de conhecimento que não é naturalmente compenetrável à inteligência; tudo aquilo de que não podemos ter uma noção adequada por um simples processo de análise mental; tudo aquilo que o espírito só pode compreender sob a condição de sair de si mesmo por meio de observações e experiências, passando progressivamente dos caracteres mais exteriores e imediatamente acessíveis, aos menos visíveis e mais profundos. Tratar fatos de certa ordem como coisa não é, pois, classificá-los nesta ou naquela categoria do real, mas sim observar para com eles certa atitude mental. É abordar o seu estudo, partindo do princípio de que se ignore completamente o que são, e que suas propriedades características, do mesmo modo que as coisas desconhecidas de que dependem, não podem ser descobertas nem sequer pela introspecção mais atenta.

Dicionário Filosófico

Fato Social - consiste em maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo e dotados de um poder coercitivo em virtude do qual lhe impõem. Só há fatos sociais onde houver organização definida . Há, por exemplo, certas correntes de opinião que nos levam, com intensidades desiguais segundo o tempo e os países, ao casamento, ao suicídio ou a uma natalidade mais ou menos forte; estes são, evidentemente, fatos sociais.


Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 - Qual é a base do método de estudo sociológico proposto por Durkheim?

( ) De que o fato social deve ser tratado como coisa
( ) De que o fato social deve ser tratado como natural
2 - De acordo com o texto assinale a única alternativa do que não é característica de uma coisa?
( ) Coisa é o que se opõe à ideia;
( ) Coisa é o objeto de conhecimento que não é naturalmente compenetrável à inteligência;
( ) Coisa é o que não podemos ter uma noção adequada por um simples processo de análise mental;
( ) Coisa é tudo aquilo que o espírito só pode compreender sob a condição de sair de si mesmo por meio de observações e experiências;
( ) Coisa é todo nosso pensamento quando estamos refletindo.
3 - A Sociologia ao estudar os fenômenos ou fatos sociais procura tratá-los como objeto. Das alternativas abaixo qual seria a que contém objetos de estudo típico da Sociologia?
( ) Depressão, ansiedade, baixa-estima, esquizofrenia
( ) Desigualdade social, trabalho, cidadania, cultura
( ) Energia, movimento, ondas, estagnação
( ) Imaginação, criatividade, genialidade, técnica
4 - Dos fatos sociais abaixo qual foi objeto de estudo de Durkheim?
( ) o linchamento ( ) a homofobia ( ) o suicídio ( ) os movimentos sociais
5 - De acordo com Durkheim, os fatos sociais são características que moldam o comportamento dos indivíduos em sociedade. Os fatos sociais são definidos pelo autor como sendo:
( ) Exteriores ao indivíduo, expressivos e generalizados.
( ) Generalizados, expressivos e naturais.
( ) Exteriores ao indivíduo, coercitivos e generalizados.
( ) Coercitivos, naturais e expressivos.

6 - (FGV, RJ, 2009) Durkheim é considerado um dos fundadores da Sociologia que tornou-se uma ciência moderna surgiu e se desenvolveu juntamente com o avanço do capitalismo. Neste sentido, reflete suas principais transformações e procura desvendar os dilemas sociais por ele produzidos. Sobre a emergência da Sociologia, considere as afirmativas a seguir.

I. A Sociologia tem como principal referência a explicação teológica sobre os problemas sociais decorrentes da industrialização, tais como a pobreza, a desigualdade social e a concentração populacional nos centros urbanos.

II. A Sociologia é produto da Revolução Industrial, sendo chamada de “ciência da crise”, por refletir sobre a modificação de formas tradicionais de existência social e as mudanças decorrentes da urbanização e da industrialização.
III. A emergência da Sociologia só pode ser compreendida se for observada sua correspondência com o cientificismo europeu e com a crença no poder da razão e da observação como recurso de produção do conhecimento.
IV. A Sociologia surge como uma tentativa de romper com as técnicas e métodos das Ciências Naturais, na análise dos problemas sociais decorrentes das reminiscências do modo de produção feudal.

Estão corretas apenas as afirmativas: 
A) II e III 
B) I e III 
C) II e IV 
D) I, II e IV 
E) I, III e IV

Filosofia do Política - Missão 21 - Bakunin - anarquismo

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem.
(Oscar Wilde)


Eu aceito com entusiasmo o lema que afirma "O melhor governo é aquele que menos governa"; e gostaria de vê-lo posto em prática deforma sistemática. Uma vez posto em prática, ele acabaria resultando em algo que também acredito: "O melhor governo é aquele que não governa"; e quando os homens estiverem preparados, será exatamente este o tipo de governo que irão ter.
(Henry Thoreau)

https://www.youtube.com/channel/UCrGHtqQTmDf9QwA5YHreWIw
Dublagem Rodrigo Nishino
25 de ago de 2012

Filosofia Política
Tema: o anarquismo
Questão Central: Seria possível uma sociedade sem governo estatal?
Filósofo: Bakunin, M. (1814 - 1876)
Obra: Deus e o Estado (1882)

Biografia

Bakunin, M. (1814 – 1876) foi um teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX.

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Deus e o Estado (1882)
Decorre daí que rejeito toda autoridade? Longe de mim este pensamento. Quando se trata de botas, apelo para a autoridade dos sapateiros; se se trata de uma casa, de um canal ou de uma ferrovia, consulto a do arquiteto ou a do engenheiro. Por tal ciência especial, dirijo-me a este ou àquele cientista. Mas não deixo que me imponham nem o sapateiro, nem o arquiteto, nem o cientista. Eu os aceito livremente e com todo o respeito que me merecem sua inteligência, seu caráter, seu saber, reservando, todavia, meu direito incontestável de crítica e de controle. Não me contento em consultar uma única autoridade especialista, consulto várias; comparo suas opiniões, e escolho aquela que me parece a mais justa. Mas não reconheço nenhuma autoridade infalível, mesmo nas questões especiais; consequentemente, qualquer que seja o respeito que eu possa ter pela humanidade e pela sinceridade deste ou daquele indivíduo, não tenho fé absoluta em ninguém. Tal fé seria fatal à minha razão, à minha liberdade e ao próprio sucesso de minhas ações; ela me transformaria imediatamente num escravo estúpido, num instrumento da vontade e dos interesses de outrem. [...]

Inclino-me diante da autoridade dos homens especiais porque ela me é imposta por minha própria razão. Tenho consciência de só poder abraçar, em todos os seus detalhes e seus desenvolvimentos positivos, uma parte muito pequena da ciência humana. A maior inteligência não bastaria para abraçar tudo. Daí resulta, tanto para a ciência quanto para a indústria, a necessidade da divisão e da associação do trabalho. Recebo e dou, tal é a vida humana. Cada um é dirigente e cada um é dirigido por sua vez. Assim, não há nenhuma autoridade fixa e constante, mas uma troca contínua de autoridade e de subordinação mútuas, passageiras e, sobretudo voluntárias. Esta mesma razão me proíbe, pois, de reconhecer uma autoridade fixa, constante e universal, porque não há homem universal, homem que seja capaz de aplicar sua inteligência, nesta riqueza de detalhes sem a qual a aplicação da ciência a vida não é absolutamente possível, a todas as ciências, a todos os ramos da atividade social. E, se tal universalidade pudesse ser realizada em um único homem, e se ele quisesse se aproveitar disso para nos impor sua autoridade, seria preciso expulsar esse homem da sociedade, visto que sua autoridade reduziria inevitavelmente todos os outros à escravidão e à imbecilidade. Não penso que a sociedade deva maltratar os gênios como ela o fez até o presente momento; mas também não acho que os deva adular demais, nem lhes conceder quaisquer privilégios ou direitos exclusivos; e isto por três razões: inicialmente porque aconteceria com frequência de ela tomar um charlatão por um gênio; em seguida porque, graças a este sistema de privilégios, ela poderia transformar um verdadeiro gênio num charlatão, desmoralizá-lo, animalizá-lo; e, enfim, porque ela daria a si um senhor.

Dicionário Filosófico

Anarquismo - é uma ideologia política que tem como princípios a luta contra o capitalismo, a propriedade privada e o Estado e a defesa da autogestão, baseando-se fundamentalmente em uma crítica da dominação. Os anarquistas defendem uma transformação social fundamentada em estratégias coerentes com seus fins, que deverão permitir a transformação do sistema capitalista e estatista em um sistema socialista e auto gestionário.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – O anarquismo, segundo Bakunin, rejeita toda autoridade?
(     ) sim                     (     ) não
2 – Bakunin dá o exemplo do sapateiro, do arquiteto e do cientista como especialistas em suas respectivas áreas. Cite outro exemplo onde você precisou do serviço de uma autoridade no assunto.
3 – Segundo o autor, esta delegação de serviço para outra pessoa realizada por um anarquista é uma decisão:
(     ) de sua própria razão       (     ) imposta pela tradição                (     ) governamental
4 – Desta necessidade em procurar uma autoridade (especialista) em determinados assuntos tem como resultado:
(     ) a divisão e a associação do trabalho    
(     ) a concentração individual para o trabalho
(     ) a consolidação das leis trabalhista
5 – No anarquismo, segundo o texto, a necessidade que temos por um especialista ou por uma autoridade deve ser:
(     ) para sempre, fixo, constante      (     ) temporário, flexível, efêmero
6 – Qual das proposições a seguir poderia resumir o ideal de cidadania anarquista?
( ) Amor ao próximo, porque, em um regime anarquista, somente os ensinamentos cristãos são capazes de assegurar a justiça.
( ) Liberdade e responsabilidade, porque, afinal, todo indivíduo deve assumir seu papel na sociedade, não podendo alienar sua responsabilidade e não dependendo de uma autoridade que acabaria por lhe tomar a liberdade.
( ) Defesa da propriedade, porque, se os cidadãos não têm os seus bens protegidos, haverá uma guerra de todos contra todos, tornando impossível a paz.
( ) Liberdade e desobediência. Um verdadeiro anarquista faz o que quer, seguindo apenas o rumo dos seus desejos. Seu compromisso com as outras pessoas se resume apenas em não se preocupar com a vida alheia.
( ) Estado e nação, porque sem o Estado não há como ser mediada a partilha dos bens de produção. Sem a nação, não é possível proteger as identidades e a comunhão de um povo diante dos inimigos estrangeiros.
7 – Assinale uma ou mais dentre as alternativas que respondem à questão: Se no anarquismo não há governo estatal, como as comunidades resolveriam seus problemas?
( ) Elegendo indivíduos capazes de resolver determinado problema, conseguindo, assim, atingir seu objetivo. Depois disso, essa relação de autoridade seria encerrada.
( ) Criando federações, a partir de pequenas comunidades autogovernadas. Cada comunidade seria capaz de ouvir todos, legitimando a sua ação.
( ) Elegendo um presidente pelo voto direto, o qual poderia usar seu poder para determinar o que seria melhor para o povo.
( ) Aceitando um soberano e colocando-o acima de qualquer lei. Somente um regime em que alguém estivesse sobre todos poderia resultar em verdadeiro benefício para todos.
8 – O que é o anarquismo de acordo com o dicionário filosófico?

Filosofia Política - Missão 13b - Kant - história universal da humanidade

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros  (PCNs, página 64)


É possível encontrar para espécie humana um fio condutor de uma história que se realiza segundo um plano determinado da natureza?
Um filme-memória sobre o século XX, a partir de recortes biográficos reais e ficcionais de pequenos e grandes personagens que viveram neste século. (http://www.adorocinema.com/filmes/filme-23588/)

Filosofia Política
Temas: história universal da humanidade
Questão central: É possível esperar que uma história filosófica encontre um curso regular na narrativa das linhas gerais das manifestações da liberdade humana?

Filósofo: Kant (1724 - 1804)
Obra: Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita (1784)

Biografia

Immanuel Kant (1724 – 1804) foi um filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes.

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Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita (1784)

De um ponto de vista metafísico, qualquer que seja o conceito que se faça da liberdade da vontade, as suas manifestações – as ações humanas -, como todo outro acontecimento natural, são determinadas por leis naturais universais. A história, que se ocupa da narrativa dessas manifestações, por mais profundamente ocultas que possam estar as suas causas, permite, todavia esperar que, com a observação, em suas linhas gerais, do jogo da liberdade da vontade humana, ela possa descobrir aí um curso regular – dessa forma, o que se mostra confuso e irregular nos sujeitos individuais poderá ser reconhecido, no conjunto da espécie, como um desenvolvimento continuamente progressivo, embora lento, das suas disposições originais. Porque a livre vontade dos homens tem tanta influência sobre os casamentos, os nascimentos que daí advém e a morte, eles parecem estar submetidos a nenhuma regra segundo a qual se possa de antemão calcular o seu número. E, no entanto, as estatísticas anuais dos grandes países demonstram que eles acontecem de acordo com leis naturais constantes, do mesmo modo que as inconstantes variações atmosféricas, que não podem ser determinadas de maneira particular com antecedência, no seu todo não deixam, todavia, de manter o crescimento das plantas, o fluxo dos rios e outras formações naturais num curso uniforme e ininterrupto. Os homens, enquanto indivíduos, e mesmo povos inteiros mal se dão conta de que, enquanto perseguem propósitos particulares, cada qual buscando seu próprio proveito e frequentemente uns contra os outros, seguem inadvertidamente, como a um fio condutor, o propósito da natureza, que lhes é desconhecido, e trabalham para sua realização e, mesmo que conhecessem tal propósito, pouco lhes importaria.
Como em geral os homens em seus esforços não procedem apenas instintivamente, como os animais, nem tampouco como razoáveis cidadãos do mundo, segundo um plano preestabelecido, uma história planificada (como é, de alguma forma, a das abelhas e dos castores) parece ser impossível. É difícil disfarçar certo dissabor quando se observa a conduta humana posta no grande cenário mundial, e muitas vezes o que isoladamente aparenta sabedoria ao final mostra-se, no seu conjunto, entretecido de tolice, capricho pueril e frequentemente também maldade infantil e vandalismo: com o que não se sabe ao cabo que conceito se deva formar dessa nossa espécie tão orgulhosa de suas prerrogativas. Como o filósofo não pode pressupor nos homens e seus jogos, tomados em seu conjunto, nenhum propósito racional próprio, ele não tem outra saída senão tentar descobrir, neste curso absurdo das coisas humanas, um propósito da natureza que possibilite, todavia uma história segundo um determinado plano da natureza para criaturas que procedem sem um plano próprio. Nós queremos ver se conseguimos encontrar um fio condutor para tal história e deixar ao encargo da natureza gerar o homem que esteja em condição de escrevê-la segundo este fio condutor. Assim ela gerou um Kepler, que, de uma maneira inesperada, submeteu as excêntricas órbitas dos planetas a leis determinadas; e um Newton, que explicou essas leis por uma causa natural universais.

Dicionário Filosófico

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – “De um ponto de vista metafísico”. Ao iniciar o texto com esta frase Kant quis deixar claro que sua intenção é:
(   ) descobrir a verdade oculta do mundo como algo absoluto e científico de que a história dos homens sobre a Terra têm uma finalidade dada por Deus;
(   ) discutir a possibilidade de haver algum sentido na história da humanidade como exercício racional de um pensador iluminista.
2 –Qualquer que seja o conceito que se faça da liberdade da vontade, as suas manifestações – as ações humanas -, como todo outro acontecimento natural, são determinadas por leis naturais universais.” Qual das alternativas abaixo é uma lei natural universal?
(    ) “Todo corpo continua em seu estado de repouso, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças imprimidas sobre ele” Newton
(    ) “Todos nascem em igualdade de condições de acordo com a posição do zodíaco na hora do nascimento” Bidú
(    ) “Todo ser se desenvolverá com a recitação do mantra do universo que é a lei que rege tudo e, assim, escapará do mau carma”. Oráculo
3 – Na sequência Kant diz que ao estudarmos a História encontramos um curso regular das disposições da humanidade. Este caminho da espécie humana é:
(     ) progressivo (estamos melhorando)
(     ) regressivo (estamos piorando)
4 – Esta análise da História da humanidade só é possível se olharmos:
(     ) cada pessoa, individualmente
(     ) a humanidade no conjunto da espécie
5 – Os homens nascem e morrem e isto parece não estar submetida a nenhuma regra segundo a qual se possa de antemão calcular o seu número. E, no entanto, as estatísticas anuais dos países demonstram que eles acontecem de acordo com leis naturais constantes. Pesquise a taxa de natalidade do Brasil e responda: a) ela está crescendo ou diminuindo? b) qual era a taxa no ano 2000 e qual é a taxa em 2014?
6 – Segundo Kant os homens, individualmente, agem buscando os próprios interesses e, agindo desta maneira, acabam realizando o propósito da natureza. É a insociável sociabilidade.
(     ) Verdadeiro                                  (     ) Falso
7 – Qual é a tarefa do filósofo diante deste curso aparentemente absurdo das ações humanas?

Teste: https://www.goconqr.com/pt-BR/p/2758492

Filosofia do Conhecimento - Missão 18 - Pirro - o ceticismo

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)


 É possível conhecer a verdade?
Publicado em 30/08/2013 por Nihon Play
Japão, século XI. Durante uma forte tempestade, um lenhador, um sacerdote e um camponês procuram refúgio nas ruínas de pedra do Portão de Rashomon. O sacerdote diz os detalhes de um julgamento que testemunhou, envolvendo o estupro de Masako e o assassinato do marido dela, Takehiro, um samurai. Em flashback é mostrado o julgamento do bandido Tajomaru, onde acontecem quatro testemunhos, inclusive de Takehiro através de um médium. Cada um é uma "verdade", que entra em conflito com os outros.

Filosofia do Conhecimento
Tema: o ceticismo
Questões Centrais: É possível conhecer a verdade? São possíveis juízos objetivos?
Filósofos: Pirro de Elis (365 a.C. – 275 a.C.) / Enesidemo (Séc. I) / Sexto Empírico (Séc. II)
Obra: Hipotiposes Pirrônicas

Biografias

Pirro foi um filósofo grego seguidor de Demócrito, acompanhou Alexandre Magno no expedição ao Oriente, de 334 a 324 a.C. Na Índia , teve oportunidade de conhecer mestres de ioga. Pirro ficou profundamente impressionado pelas suas doutrinas e pela capacidade dos faquires orientais de suportar a dor. 

Enesidemo foi um filósofo cético grego. Viveu durante o século I, e lecionou em Alexandria, no Egito. Provavelmente foi membro da lendária academia fundada por Platão, porém diante de sua rejeição às suas teorias, reviveu o princípio da epoché ou "julgamento suspenso", proposto originalmente por Pirro e Tímon, como solução para o que ele considerava o problema insolúvel da epistemologia. Discutiu quatro idéias principais: as razões para o ceticismo e a dúvida, os argumentos contra a causalidade e a verdade, uma teoria física e uma teoria ética. Destas, a primeira é a mais significante e as suas razões para a suspensão do julgamento foram organizadas em dez modos.

Sexto Empírico foi um médico e filósofo grego que viveu entre os séculos II e III. Seus trabalhos filosóficos são um dos melhores exemplos do ceticismo pirrônico e fonte da maioria dos dados referentes a essa corrente filosófica. Seus conceitos influenciaram Montaigne e Hume.

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Esboços Pirrônicos ou Hipotiposes Pirrônicas (Sexto Empírico citando Enesidemo)
Os dez tropos ou modos

O primeiro modo refere-se à diferença entre seres vivos no que diz respeito ao prazer e à dor, ao dano e à utilidade. Daí se deduz que eles não recebem as mesmas impressões dos mesmos sujeitos e que, portanto, tal conflito gera necessariamente a epoché, a suspensão do juízo. Alguns dos seres vivos se reproduzem sem mistura, como aqueles que vivem no fogo, a fênix e os vermes; outros, por meio da união dos corpos, como os homens. Como alguns são constituídos de um modo, outros de modo diverso, também as suas sensações são diferentes. Assim, por exemplo, os falcões têm os olhos acutíssimos, os cães têm olfato finíssimo.
O segundo modo refere-se à natureza e às idiossincrasias dos homens. Por exemplo, Demofonte, mordomo de Alexandre, aquecia-se à sombra, ao passo que sob o sol sentia frio. Andron de Argos, como reporta Aristóteles, viajava pelos áridos desertos da Líbia sem beber.
O terceiro modo é determinado pela diferença dos poros que transmitem as sensações. Assim, a maçã dá a impressão de ser pálida à vista, doce ao paladar, perfumada ao olfato. E a mesma figura vê-se ora de um modo, ora de outro, segundo a diferença dos espelhos. Daí decorre que àquilo que aparece não corresponde a tal forma mais do que outra.
O quarto modo diz respeito às disposições individuais e, em geral, à mudança de condições tais como saúde, doença, sono, vigília, prazer, dor, juventude, velhice, coragem, medo, carência, abundância, ódio, amor, calor, arrefecimento, além da facilidade ou dificuldade da respiração. A diversidade das impressões é condicionada pela diversa condição das disposições individuais.
O quinto modo é referente à educação, às leis, às crenças na tradição mítica, aos pactos entre os povos e às concepções dogmáticas. Ele envolve os pontos de vista sobre aquilo que é belo ou feio, verdadeiro ou falso, bom ou ruim, sobre os deuses e sobre a formação e corrupção do mundo fenomênico. A mesma coisa para alguns é justa, para outros, injusta, ou ainda, para alguns é boa, para outros, ruim. Os persas não consideram estranha a união corporal com uma filha; os gregos, ao contrário, reputam-na pecaminosa. Os massagetas, como relata também Eudoxo no primeiro livro de Vota da Terra, admitem a comunhão das mulheres, os gregos não a admitem. Os cilícios desfrutavam da pirataria, os gregos, não.
O sexto modo é o de conceber a religião. Cada povo crê nos seus deuses e há quem acredite na providência e quem não acredite. Os egípcios embalsamam os seus mortos antes de sepultá-los, os romanos cremam-nos e os peônios jogam-nos nos pântanos.
O sétimo refere-se às distâncias, às diversas posições, aos lugares e às coisas que se referem a eles. Segundo este modo, aquilo que se acredita ser grande aparece pequeno, o quadrado aparece redondo, o liso aparece saliente, o reto aparece oblíquo, o pálido aparece de outra cor. O Sol, por causa da distância, aparece pequeno; os montes, visto de longe, aparecem envoltos no ar e lisos, visto de perto, aparecem ásperos e cheios de fendas. Além disso, o Sol, quando se levanta, tem um aspecto diferente de quando está no meio do céu.
O oitavo modo refere-se às quantidades e qualidades das coisas, à multiplicidade das suas condições, determinadas pelo calor ou pelo frio, pela velocidade ou pela lentidão, pela ausência ou pela variedade de cores. Assim como o vinho, bebido moderadamente, fortalece o organismo, bebido em quantidade excessiva, enfraquece-o; assim também, o alimento e coisas semelhantes.
O nono modo diz respeito à continuidade, ou à estranheza, ou à raridade dos fenômenos. Assim, os terremotos não provocam espanto àqueles junto aos quais ocorrem continuamente, e tampouco o Sol, porque é visto todos os dias.
O décimo modo baseia-se na relação comparativa que existe, por exemplo, entre o leve e o pesado, entre o forte e o fraco, entre o maior e o menor, entre o alto e o baixo. O que se encontra à direita não está à direita por natureza, mas é entendido como tal, tendo em vista a posição que ocupa em relação a outro objeto; mudada a posição, não se encontra mais à direita.
Portanto, como o conhecimento dessas coisas depende das relações que temos com eles, como vimos nesses modos, a sua própria natureza escapa-nos totalmente e a consequência é a suspensão do juízo sobre a verdade.

Dicionário Filosófico

Verdade – Em grego verdade se diz aletheia, significando: não oculto, não escondido, não dissimulado. O verdadeiro é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão. Em latim, verdade se diz veritas e se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz com detalhes, pormenores e fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, à linguagem enquanto narrativa de fatos acontecidos refere-se a enunciados que dizem fielmente as coisas como foram ou como aconteceram. Em hebraico verdade se diz emunah e significa confiança. Agora são as pessoas e é Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são aqueles que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito, enfim, não traem a confiança. (Chauí – Convite à Filosofia)

Epoché - Termo grego que refere à suspensão do juízo. O termo era usado pelos cépticos da Antiguidade Grega, como Pirro de Élis (c. 365-275 a. C.), o fundador do cepticismo grego, para referir o estado de não comprometimento por ele defendido perante teses ou teorias opostas; assim, perante a questão de saber se Deus existe ou não, Pirro defenderia a suspensão do juízo ou epoché em relação a ambas as teses. 

Ceticismo - A perspectiva que nega total ou parcialmente a possibilidade do conhecimento. De acordo com o cético, se bem procurarmos, encontramos sempre boas razões para duvidar mesmo das nossas crenças mais fortes.

Empirismo e Ceticismo - Oswaldo Porchat
Amphitheatrum Sapientiae Aeternae - Publicado em 2 de out de 2016
Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – Para todo e qualquer argumento é possível ser refutado por outro argumento com igual força. Os modos de Enesidemo mostram de que forma podemos nos enganar quando procuramos a verdade em sua essência. Faça a relação quanto aos modos e seus respectivos exemplos.
(    ) Quanto a verdade obtida pelo olfato os homens tem limitações enquanto o cão percebe o mundo com seu olfato mais apurado.
(    ) Mesmo entre os homens, uns acreditam que o clima é de calor enquanto outros podem afirmar que seja frio.
(     ) O abacaxi é áspero ao tato e agradável ao olfato.
(    ) Conheço o mundo com 10 anos de idade e o percebo de modo bem diferente aos 50 anos de idade.
(     ) Para alguns povos o verdadeiro é ser poligâmico, para outros o correto é ser monogâmico.
(     ) Para alguns povos a verdade é que vamos para o céu após a morte, para outros o lugar dos mortos é nas profundezas da Terra.
(     ) Olhando para o céu noturno percebemos que as estrelas possuem quase os mesmos tamanhos.
(    ) Um avião com turbinas em elevada altitude parece lento.
(     ) Um cometa desperta em nós muita curiosidade em saber o que ele é.
(   ) Devido ao conhecimento sobre as lentes gravitacionais podemos perceber a posição correta das estrelas e não a posição aparente.
(A) Relação comparativa;
(B) Continuidade, estranheza e raridade;
(C) Quantidades e qualidades;
(D) Distâncias;
(E) Concepção de religião (crenças);
(F) Educação, leis, pactos, cultura, hábitos e costumes;
(G) Disposição individual (situação que a pessoa se encontra);
(H) Sensações pelos órgãos dos sentidos;
(I) Idiossincrasias dos homens;
(J) Diferenças entre os seres vivos.
2 – Pesquise:
a) O que é epoché?
b) O que é o ceticismo?
3 - O filme Rashomon trabalha com o conceito da verdade, mostrando os diferentes pontos de vista de um mesmo fato. Cada pessoa conta uma história diferente e ao final do filme é impossível saber quem de fato disse a verdade. Aliás, sequer é possível identificar se alguém realmente contou a história certa. Ao contar a história em uma estrutura não convencional, o filme sugere a impossibilidade de se obter uma verdade única quando existem pontos de vista conflitantes. (Marinha Luiza - http://wearsunglasses.wordpress.com/2011/11/16/resenha-rashomon-1950/) Acesso em 20/04/2014.
Em qual conceito de verdade o filme pode ser encaixado? O grego, o latino ou o hebraico? Por quê?

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