Base da Filosofia

http://www.facebook.com/wellingtonsversut

Filosofia Política - Missão 14 - Karl Marx - a mais-valia

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Filosofia: Política
Tema: a mais-valia
Questão Central: O que é a mais-valia?
Filósofo: Karl Marx (1818 – 1883)
Obra: Salário, Preço e Lucro (1865)


Biografia

Karl Heinrich Marx (1818 – 1883) foi fundador de uma das grandes teorias que iria influenciar os séculos dezenove e vinte, intelectual alemão, economista, sendo considerado um dos fundadores da Sociologia e militante da Primeira e Segunda Internacional.
Também é possível encontrar a influência de Marx em várias outras áreas, tais como: Filosofia e História. Teveparticipação como intelectual e como revolucionário no movimento operário, escrevendo o Manifesto Comunista.
Atualmente é bastante difícil analisar a sociedade humana sem se referenciar, em maior ou menor grau, à produção de Karl Marx, apesar da polêmica causada por suas afirmações.


Ler textos filosóficos de modo significativo (PCNs)

Salário, preço e lucro (1865)
A produção da mais-valia
(...)
Ao comprar a força de trabalho do operário e ao pagá-la pelo seu valor, o capitalista adquire, como qualquer outro comprador, o direito de consumir ou usar a mercadoria comprada. A força de trabalho de um homem é consumida, ou usada, fazendo-o trabalhar, assim como se consome ou se usa urna máquina fazendo-a funcionar. Portanto, o capitalista, ao comprar o valor diário, ou semanal, da força de trabalho do operário, adquire o direito de servir-se dela ou de fazê-la funcionar durante todo o dia ou toda a semana. A. jornada de trabalho, ou a semana de trabalho, têm naturalmente certos limites, mas a isto volveremos, em detalhe, mais adiante.
No momento, quero chamar-vos a atenção para um ponto decisivo.
O valor da força de trabalho se determina pela quantidade de trabalho necessário para a sua conservação, ou reprodução, mas o uso desta força só é limitado pela energia vital e a força física do operário. O valor diário ou semanal da força de trabalho difere completamente do funcionamento diário ou semanal desta mesma força, de trabalho, são duas coisas completamente distintas, como a ração consumida por um cavalo e o tempo em que este pode carregar o cavaleiro. A quantidade de trabalho que serve de limite ao valor da força de trabalho do operário não limita de modo algum a quantidade de trabalho que sua força de trabalho pode executar. Tomemos o exemplo do nosso fiandeiro. Vimos que, para recompor diariamente a sua força de trabalho, este fiandeiro precisava reproduzir um valor diário de 3 xelins, o que realizava com um trabalho diário de 6 horas. Isto, porém, não lhe tira a capacidade de trabalhar 10 ou 12 horas e mais, diariamente. Mas o capitalista, ao pagar o valor diário ou semanal da força de trabalho do fiandeiro, adquire o direito de usá-la durante todo o dia ou toda a semana. Fa-lo-á trabalhar, portanto, digamos, 12 horas diárias, quer dizer, além das 6 horas necessárias para recompor o seu salário, ou o valor de sua força de trabalho, terá de trabalhar outras 6 horas, a que chamarei horas de sobretrabalho, e este sobretrabalho irá traduzir-se em uma mais-valia e em um sobreproduto. Se, por exemplo, nosso fiandeiro, com o seu trabalho diário de 6 horas, acrescenta ao algodão um valor de 3 xelins, valor que constitui um equivalente exato de seu salário, em 12 horas acrescentará ao algodão um valor de 6 xelins e produzirá a correspondente quantidade adicional de fio. E como vendeu sua força de trabalho ao capitalista, todo o valor ou todo o produto por ele criado pertence ao capitalista, que é dono de sua força de trabalho, por tempore. Por conseguinte, desembolsando 3 xelins, o capitalista realizará o valor de 6, pois com o desembolso de um valor no qual se cristalizam 6 horas de trabalho receberá em troca um valor no qual estão cristalizadas 12 horas. Se repete, diariamente, esta operação, o capitalista desembolsará 3 xelins por dia e embolsará 6, cuja metade tornará a inverter no pagamento de novos salários, enquanto a outra metade formará a mais-valia, pela qual o capitalista não paga equivalente algum. Este tipo de intercâmbio entre o capital e o trabalho é o que serve de base à produção capitalista, ou ao sistema do salariado, e tem que conduzir, sem cessar, à constante reprodução do operário como operário e do capitalista como capitalista.


Dicionário Filosófico

Mais-valia – é o nome dado por Karl Marx à diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador, que seria a base da exploração no sistema capitalista.


Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – No primeiro parágrafo Marx compara a força de trabalho do operário que o capitalista compra através do salário como:
(    ) uma mercadoria para se consumir, uma máquina para ser usada
(    ) um bem para a empresa, um favor para o operário
2 – Segundo o texto “Salário, preço e lucro”, responda:
a) Quantas horas o operário precisa trabalhar para se sustentar?
b) Qual é o valor diário de sua força de trabalho?
c) Quantas horas o capitalista fará o operário trabalhar como sobretrabalho?
d) Depois do sobretrabalho qual é o valor produzido pelo operário?
e) Qual é o valor ganho pelo capitalista em um dia de trabalho do operário?
f) Qual é o nome desta diferença ganha pelo capitalista?
3 – Segundo a História em Quadrinhos responda:


http://brasil.indymedia.org/images/2012/04/507033.jpg
Acesso em 11 de setembro de 2012
a) Qual é o valor diário da força de trabalho do operário?
b) Qual é o valor produzido pelo operário?
c) Qual é o valor ganho pelo capitalista em um dia de trabalho do operário?
d) Qual é o nome desta diferença ganha pelo capitalista?
4 – O que serve de base à produção capitalista?
5 – Se continuarmos com este sistema qual é o futuro do operário?
6 – Se continuarmos com este sistema qual é o futuro do capitalista?
7 – O que faz com que o operário não tenha consciência desta exploração?
(    ) o idealismo            (    ) a ideologia

Hora Certa

Total de visualizações de página