Wellington Sversut - Bauru - Brasil

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Deleuze – imanente absoluto

 O que é uma vida?

Filosofia da Moral (Ética)
Tema: o imanente absoluto
Filósofo: Deleuze, G. (1925 - 1995)
Obra: A Imanência: uma vida...(1995)

Biografia

Deleuze, G. (1925 – 1995), foi um filósofo francês. A obra filosófica de Deleuze é considerada uma das principais representantes da filosofia continental e do pós-estruturalismo, de modo que ocupa um lugar importante nos debates contemporâneos sobre sociedadepolítica e subjetividade, apesar de seu distanciamento das principais tendências filosóficas do século XX.

Habilidade: ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

The Life - Jun Ki-Kim

Habilidade: ler textos filosóficos de modo significativo

A Imanência: uma vida... (1995)


O transcendente não é o transcendental. Na ausência de consciência, o campo transcendental, escapando de toda transcendência tanto do sujeito quanto do objeto, definir-se-á como um puro plano de imanência. A imanência absoluta é nela mesma: ela não está em alguma coisa, dentro de alguma coisa, ela não depende de um objeto nem pertence a um sujeito.
(...)
A imanência não se remete a alguma coisa como unidade superior a todas as coisas nem a um sujeito como ato que opera a síntese das coisas: é quando a imanência é imanência apenas a si que se pode falar de um plano de imanência. Assim como o campo transcendental não se define pela consciência, o plano de imanência não se define por um sujeito nem por um objeto capaz de o conter. Dir-se-á que a pura imanência é UMA VIDA, nada mais. Ela não é imanência à vida, mas o imanente que não é imanente a nada específico é ele mesmo uma vida. Uma vida é a imanência da imanência, a imanência absoluta: ela é potência e beatitude completas.
(...)
O que é a imanência? uma vida...
(...)
Entre sua vida e sua morte, há um momento que não é mais do que o de uma vida jogando com a morte. A vida do indivíduo deu lugar a uma vida impessoal, contudo singular, que libera um puro acontecimento sem acidentes da vida interior e exterior, isto é, da subjetividade e da objetividade disso que sucede.
(...)
A vida de tal individualidade se apaga em prol da vida singular imanente a um homem que não tem mais nome e que, apesar disso, não se confunde com nenhum outro. Essência singular, uma vida...
(...)
Uma vida está por todos os lugares, por todos os momentos que atravessam este ou aquele sujeito vivo e que medem tais objetos vividos: vida imanente trazendo os acontecimentos ou singularidades que apenas se atualizam nos sujeitos e nos objetos. Essa vida indefinida não tem, ela mesma, momentos, por mais próximos que estejam uns dos outros, mas apenas entretempos, entremomentos.
(...)
Por exemplo, todos os bebês se parecem e não têm nenhuma individualidade; mas têm singularidades, um sorriso, um gesto, uma careta, acontecimentos que não são características subjetivas. Mediante sofrimentos e fragilidades, os bebês são atravessados por uma vida imanente que é pura potência e, até, beatitude.
(...)
Uma vida contém apenas virtuais. Ela é feita de virtualidades, acontecimentos, singularidades. Isso que se chama de virtual não é algo a que falta realidade, mas que se engaja num processo de atualização seguindo o plano que lhe dá sua realidade própria. O acontecimento imanente se atualiza num estado de coisas e num estado vivido que faz com que ele ocorra.

Dicionário Filosófico

Imanência – é um termo que significa a condição de algo que é inerente ao próprio ser ou objeto do pensamento, ou que não ultrapassa os limites do mundo material. A palavra imanência vem do latim e significa “existir ou permanecer no interior”.

Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo


1 – No primeiro parágrafo Deleuze discorre sobre os conceitos de transcendente, transcendental e transcendência. De maneira geral, o que significa estes termos?
( ) referem-se a algo que está além do mundo material e da experiência sensorial direta. São ideias que estão ligadas à realidade imaterial, de natureza metafísica e teórica, e que possuem um fim externo e superior a si mesmo.
( ) referem-se a algo que está neste mundo material e da experiência intelectual indireta. São fatos que estão ligados à realidade material, de natureza física e experimental, e que possuem um meio interno e inferior a si mesmo.
2 – De acordo com o texto, o que é a pura imanência?
( ) a vida          ( ) uma vida          ( ) vida
3 – Ainda de acordo com o autor, quais são as duas características da imanência absoluta?
( ) potência e beatitude completas          ( ) potência e beatitude incompletas
4 – O que melhor caracteriza a imanência de uma vida?
( ) a pessoalidade da vida
( ) a singularidade de uma vida
( ) a individualidade do sujeito
5 – Em sequência, Deleuze escreve sobre o exemplo dos bebês. Escreva as três singularidades citadas que representariam todos os bebês?
6 – Portanto, a vida imanente dos bebês são (novamente):
( ) pura potência e beatitude          ( ) impotência e naturalidade
7 – Uma vida é feita de... (assinale a ÚNICA alternativa que NÃO faz parte do processo de atualização de uma vida).
( ) virtualidades
( ) acontecimentos
( ) singularidades
( ) tecnicidades

Cícero - origem do direito

Quais são os primeiros princípios do direito?

Filosofia da Moral ou Ética
Tema: a lei
Filósofo: Cícero (106 – 43 a.C.)
Obra: Sobre as Leis

Biografia

Cícero (106 – 43 a.C.) - foi um advogado, político, escritor, orador e filósofo da República Romana. Nasceu numa rica família e foi um dos maiores oradores e escritores em prosa.

Habilidade: ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

Cícero: justiça e direito natural

Habilidade:
ler textos filosóficos de modo significativo


Sobre as Leis
A natureza da justiça


QUINTO: Meu irmão, você tem uma visão elevada dessa questão (sobre a origem das leis), buscando ir a suas fontes para tentar lançar luz sobre ela, e os que tratam a lei civil de outro modo não estão examinando a justiça, mas as formas de litígio.
CÍCERO: Não se trata bem disso, Quinto, porque não é propriamente o conhecimento jurídico que produz o litígio, mas sua ignorância. Mas veremos isso depois. Vamos agora examinar quais os primeiros princípios do direito.
Muitos sábios afirmaram que eram derivados da lei. Não sei se a opinião deles não está correta, ao menos assim parece segundo a definição que dão. Porque definem a lei como “a razão mais elevada implantada em nós pela natureza, prescrevendo o que devemos fazer e proibindo o contrário”. E, quando essa razão se encontra estabelecida na mente humana e se confirma, torna-se então lei.
Consideram então que a prudência é a lei que estabelece que devemos agir bem e evitar fazer o mal. E consideram também que a palavra grega para lei (nomos), que é derivada do verbo “nemo”, distribuir, contém exatamente essa concepção que consiste em dar a cada um o que lhe é devido. A palavra latina “lex” evoca uma escolha. Segundo os gregos, portanto, lei indica uma distribuição equitativa, e segundo os romanos, uma seleção equitativa. E, de fato, ambas as características são peculiares à lei.
E se essa afirmação for correta, o que me parece ser o caso, então devemos procurar a origem do direito na lei. Pois essa é a verdadeira força da natureza, a verdadeira alma e razão do sábio e o teste da virtude e do vício. Mas, como nossa discussão está relacionada a uma questão cujos termos são frequentes na linguagem popular dos cidadãos, por vezes seremos obrigados a usar os mesmos termos que o vulgo e chamar isso de lei, que em sua formulação escrita sanciona o que considera apropriado por meio de ordens e proibições específicas.
Comecemos então por estabelecer os princípios da justiça com base nessa suprema lei que sempre existiu, em todas as épocas, antes que qualquer formulação legislativa tenha sido escrita, que qualquer governo tenha sito constituído.

Dicionário Filosófico

Litígio – ação ou controvérsia juducial que tem início com a contestação da demanda.

Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 – De acordo com o dicionário, o que é um litígio?
2 – Quais dos dois casos é um exemplo de litígio?
( ) quando ao final de um casamento (separação conjugal) existem pendências: pensão, guarda dos filhos, divisão dos bens, etc.
( ) quando ao final de um casamento (separação conjugal) não existe pendência: tudo resolvido através de acordo amigável
3 – Como os sábios definem a lei?
4 – Como, então, consideram que devemos agir?
( ) fazendo o bem e evitando fazer o mal
( ) fazendo o mal e evitando fazer o bem
5 – Na origem etimológica da palavra “lei” (nomos) em grego, qual é o significado do verbo “nemo”?
( ) distribuir ( ) escolher
6 – Portanto, qual é a ideia original que o conceito de “lei” continha para o povo grego antigo?
( ) dar a cada um o que lhe é devido (distribuição equitativa)
( ) escolher para as pessoas o que lhe for necessário (seleção equitativa)
7 – Qual é a ideia original que o conceito de “lei” continha para o povo romano antigo?
( ) dar a cada um o que lhe é devido (distribuição equitativa)
( ) escolher para o cidadão o que lhe for necessário (seleção equitativa)
8 – Portanto, a lei é:
( ) uma formulação escrita que sanciona o que considera apropriado por meio de ordens e proibições específicas
( ) uma formulação oral que desaprova o que considera apropriado por meio de ordens e proibições
9 – Cite cinco tipos de direitos existentes em nosso país.
10 – Escolha um direito e escreva um exemplo de lei desta área.

Aristóteles - justiça

Qual é a distinção entre justiça e injustiça?

Filosofia da Moral ou Ética
Tema: a justiça
Filósofo: Aristóteles (384 – 324 a.C.)
Obra: Ética a Nicômaco

Biografia

Aristóteles (384 – 322 a.C.). Filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico.

Habilidade: ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

Filme "Justiça" - 2004

O que é justiça?

Habilidade: ler textos filosóficos de modo significativo

Ética a Nicômaco

Vemos legisladores que procuram fazer de seus concidadãos homens melhores, buscando que seu bom comportamento se torne um hábito. Essa é a meta de todo legislador, e quando este não é capaz de exercê-la objetivamente, então fracassa, na verdade, o sucesso ou fracasso nessa empresa é o que faz a diferença entre uma boa e uma má constituição.
(...)
Vamos considerar então os vários sentidos segundo os quais se diz que um homem é injusto. Consideramos que essa palavra descreve tanto aquele que desrespeita a lei, quanto aquele que tira vantagem de outro, ou seja, que age de forma errada. Por conseguinte, tanto o homem que respeita a lei quanto aquele que age corretamente serão considerados justos. Portanto, “justo” significa dentro da lei e respeitador dos outros. E injusto significa tanto o que desrespeita a lei, quanto o que age indevidamente em relação ao outro. (...) Uma vez que o homem que não respeita a lei é injusto e o homem seguidor da lei é justo, fica claro que todas as coisas que estão de acordo com a lei são justas, porque o que é prescrito pela lei é o que é legal e consideramos todas essas normas justas. (...) Consideramos então justo tudo aquilo que tende a produzir ou manter a felicidade (e seus elementos constitutivos) em uma sociedade. (...) A lei prescreve alguns tipos de conduta e proíbe outros, corretamente se a lei é seguida corretamente, mas nem tanto se o é de maneira improvisada.

Dicionário Filosófico

Justiça – harmonização das pretensões e interesses conflitantes na vida social da comunidade.

Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 – Qual deveria ser o objetivo principal dos legisladores de todos os países?
( ) tornar os cidadãos melhores ( ) tornar os cidadãos dóceis ( ) tornar os cidadãos amáveis
2 – Para isto acontecer nosso bom comportamento tem que se tornar um(a):
( ) hábito ( ) acaso ( ) contingência ( ) singularidade
3 – Portanto, é de suma importância para conseguirmos estes objetivos que um país possua uma boa:
( ) polícia ( ) repressão ( ) constituição ( ) ideologia
4 – O que é o homem injusto?
5 – O que é o homem justo?
6 – Portanto, o significa “justo” (justiça)?
7 – Portanto, o significa “injusto” (injustiça)?
8 – Consequentemente, qual deveria ser o objetivo principal da justiça em uma sociedade?
( ) tudo aquilo que tende a produzir ou manter a felicidade (e seus elementos constitutivos)
( ) tudo aquilo que tende a produzir ou manter a opressão (e seus elementos constitutivos)
9 – “A lei prescreve alguns tipos de conduta e proíbe outros” que visam a harmonização das pretensões e interesses conflitantes na vida social da comunidade. Escreva um exemplo de uma lei para uma conduta e outro exemplo para uma lei que proíbe algo.
10 – ENEM - 2013
O termo injusto se aplica tanto às pessoas que infringem a lei quanto às pessoas ambiciosas (no sentido de quererem mais do que aquilo a que têm direito) e iníquas, de tal forma que as cumpridoras da lei e as pessoas corretas serão justas. O justo, então, é aquilo conforme à lei e o injusto é o ilegal e iníquo.
ARISTÓTELES. Ética à Nicômaco. São Paulo: Nova Cultural: 1996 (adaptado).
Segundo Aristóteles, pode-se reconhecer uma ação justa quando ela observa o compromisso com o:
A) movimentos desvinculados da legalidade.
B) benefício para o maior número possível de indivíduos.
C) interesse para a classe social do agente da ação.
D) fundamento na categoria de progresso histórico.
E) princípio de dar a cada um o que lhe é devido.

Hans Jonas - responsabilidade

O que pode acontecer com a civilização, se eu não assumir a responsabilidade por ela?

Filosofia da Moral ou Ética
Tema: responsabilidade
Filósofo: Jonas, H. (1903 – 1993)
Obra: O Princípio Responsabilidade (1979)

Biografia

Jonas, H. (1903 – 1993) foi um filósofo alemão de origem judia. É conhecido principalmente devido à sua influente obra “O Princípio Responsabilidade”.

Habilidade: ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

https://nuclearsecrecy.com/nukemap/


Habilidade: ler textos filosóficos de modo significativo

O Princípio Responsabilidade (1979)
III. Da crítica da utopia a ética da responsabilidade

a. Medo, esperança e responsabilidade


A esperança é uma condição de toda ação, pois ela supõe ser possível fazer algo e diz que vale a pena fazê-lo em uma determinada situação. Para o homem experimentado, e mesmo para o favorecido pela sorte, pode tratar-se de algo mais do que esperança: da certeza daquele que confia em si mesmo. Mas, por maior que seja a confiança em si, só se poderia ter a esperança de que os desdobramentos daquilo que já se obteve será, no fluxo imprevisível das coisas, aquilo que se desejou. Os homens experientes sabem que um dia podem desejar não ter agido desta ou daquela forma. O medo de que falo não se refere a esse tipo de incerteza, ou ele pode estar presente apenas como um efeito secundário. Com efeito, é uma das condições da ação responsável não se deixar deter por esse tipo de incerteza, assumindo-se, ao contrário, a responsabilidade pelo desconhecido, dado o caráter incerto da esperança; isso é o que chamamos de “coragem para assumir a responsabilidade”.
O medo que faz parte da responsabilidade não é aquele que nos aconselha a não agir, mas aquele que nos convida a agir. Trata-se de um medo que tem a ver com o objeto da responsabilidade. (...)
A responsabilidade é o cuidado reconhecido como obrigação em relação a um outro ser, que se torna “preocupação” quando há uma ameaça à sua vulnerabilidade. Mas o medo está presente na questão original, com a qual podemos imaginar que se inicie qualquer responsabilidade ativa: o que pode acontecer a ele, se eu não assumir a responsabilidade por ele?

b. Preservar a “imagem e semelhança”

O paradoxo da situação atual está em que precisamos recuperar esse respeito a partir do medo, e recuperar a visão positiva do que foi e do que é o homem a partir da representação negativa, recuando de horror diante do que ele poderia tornar-se, ao encararmos fixamente essa possibilidade no futuro imaginado. Somente o respeito, na medida em que ele nos revela um algo “sagrado”, que não deveria ser afetado em nenhuma hipótese (o que podemos vislumbrar, mesmo sem uma religião positiva), nos protegeria de desonrar o presente em nome do futuro, de querer comprar este último ao preço do primeiro. Da mesma maneira que a esperança, o medo tampouco deve nos levar a adiar o objetivo verdadeiro – a prosperidade do homem na sua humanidade íntegra – e entrementes arruinar tal objetivo, em virtude dos meios. Os meios que não respeitam os homens do seu próprio tempo fariam isso. (...)
Trata-se de assumir a responsabilidade pelo futuro do homem.

Dicionário Filosófico

Responsabilidade - estar em condições de responder pelos atos praticados, de justificar as razões das próprias ações.

Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 – De acordo com o autor, quais são os três princípios de uma ética para a nossa civilização tecnológica?
2 – Ainda de acordo com o texto, qual a definição para o princípio esperança?
( ) é uma condição de toda ação, pois supõe ser possível fazer algo e diz que vale a pena fazê-lo em uma determinada situação.
( ) é uma condição de toda ação, pois supõe não se deixar deter pela incerteza e que nos convida a agir.
( ) é o cuidado reconhecido como obrigação em relação a um outro ser, que se torna “preocupação” quando há uma ameaça à sua vulnerabilidade.
3 – Escreva um objetivo e os motivos de sua esperança em concretizá-lo.
4 – Qual é a definição para o conceito medo?
( ) é uma condição de toda ação, pois supõe ser possível fazer algo e diz que vale a pena fazê-lo em uma determinada situação.
( ) é uma condição de toda ação, pois supõe não se deixar deter pela incerteza e que nos convida a agir.
( ) é o cuidado reconhecido como obrigação em relação a um outro ser, que se torna “preocupação” quando há uma ameaça à sua vulnerabilidade.
5 – Escreva novamente o mesmo objetivo (ou outro) e as incertezas que não desestimularam você em concretizá-lo.
6 – Qual é a definição para o conceito responsabilidade?
( ) é uma condição de toda ação, pois supõe ser possível fazer algo e diz que vale a pena fazê-lo em uma determinada situação.
( ) é uma condição de toda ação, pois supõe não se deixar deter pela incerteza e que nos convida a agir.
( ) é o cuidado reconhecido como obrigação em relação a um outro ser, que se torna “preocupação” quando há uma ameaça à sua vulnerabilidade.
7 – A esperança, o medo e a responsabilidade devem nos levar ao nosso objetivo verdadeiro. Qual é este objetivo?
( ) a prosperidade do homem em sua humanidade íntegra.
( ) a ruína do homem em sua humanidade parcial
8 – Os meios que não respeitam os homens do seu próprio tempo arruinariam o objetivo acima. Qual das alternativas abaixo seria um exemplo destes “meios”?
( ) os mísseis nucleares
( ) a existência das universidades
( ) os institutos de pesquisas
( ) as bibliotecas e os museus
· Escreva o nome de uma cidade no retângulo “or type in the name of a city;
· Aperte o botão “go”;
· No retângulo “or you can select a preset” clique na opção “Tsar Bomba – largest URSS bomb test (50Mt);
· Selecione os itens “Casualties” e “Radioactive fallout”
· Clique no botão vermelho “Detonate”;
· Anote o número estimado para mortes (Estimated fatalities);
· Anote o números estimado para feridos (Estimated injuries);
· Coloque o cursor do mouse no círculo “Radiation radius” e escreva qual é a quilometragem da radiação que causará câncer nas pessoas;
· Coloque o cursor do mouse no círculo “Heavy blast damage radius” e escreva qual é a quilometragem onde praticamente todos morrerão e os edifícios de concreto serão seriamente danificados;
· Coloque o cursor do mouse no círculo “Moderate blast damage radius” e escreva qual é a quilometragem onde praticamente todas as casas são destruídas;
· Coloque o cursor do mouse no círculo “Light blast damage radius” e escreva qual é a quilometragem onde praticamente todas as janelas de vidros serão quebradas;
· Coloque o cursor do mouse no círculo “Thermal radiation radius” e escreva qual é a quilometragem onde praticamente todas as pessoas terão queimaduras de terceiro grau.
10 – (ENEM-2016) A ética da responsabilidade protagonizada pelo filósofo alemão Hans Jonas e reinvindicada no texto é expressa pela máxima:
( ) A tua ação possa valer como norma para todos os homens.
( ) A norma aceita por todos advenha da ação Comunicativa pelo discurso.
( ) A tua ação possa produzir a máxima felicidade para a maioria das pessoas.
( ) O teu agir almeje alcançar determinados fins que possam justificar os meios.
( ) O efeito de tuas ações não destrua a possibilidade futura da vida das novas gerações.

Espinosa - afecção / afeto

O que causa a minha alegria ou a minha tristeza?

Filosofia da Moral ou Ética
Tema: afecção / afeto
Filósofo: Espinosa (1632 – 1677)
Obra: Ética Demonstrada à Maneira dos Geômetras (1677, póstuma)

Biografia

Espinosa, B. (1632 – 1677) foi um filósofo holandês de origem portuguesa, nascido de uma família que havia fugido da inquisição lusitana. Um dos primeiros pensadores do Iluminismo e da crítica bíblica moderna, incluindo das modernas concepções de si mesmo e do universo, ele veio a ser considerado um dos grandes racionalistas da filosofia do século XVII.

Habilidade: ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

A diferença entre afetos ativos e passivos e como isso permeia as relações.

ESPINOSA – Motivação, emoções e paixões

Habilidade: ler textos filosóficos de modo significativo

Ética demonstrada à maneira dos geômetras

PARTE V
Da Potência, da inteligência ou da liberdade humana

AXIOMAS
I. Se, no mesmo sujeito, são excitadas duas ações contrárias, deverá necessariamente produzir-se, em ambas ou numa só, uma mudança, até deixarem de ser contrárias.
II. A potência de um efeito é definida pela potência da sua causa, na medida em que a essência dele é explicada ou definida pela essência da sua causa.

PROPOSIÇÃO I
Como os pensamentos e as ideias das coisas se ordenam e encadeiam na alma, exatamente da mesma maneira as afecções do corpo, ou seja, as imagens das coisas, se ordenam e encadeiam, no corpo.

DEMONSTRAÇÃO
A ordem e a conexão das ideias são o mesmo que a ordem e a conexão das coisas e, inversamente, a ordem e a conexão das coisas são o mesmo que a ordem e a conexão das ideias. Por isso, assim como a ordem e a conexão das ideias na alma se produzem segundo a ordem e o encadeamento das afecções do corpo, assim, inversamente, a ordem e a conexão das afecções do corpo se produzem da mesma maneira que os pensamentos e as ideias das coisas se ordenam e se encadeiam na alma.

PROPOSIÇÃO II
Se nós separamos pelo pensamento uma comoção da alma, ou seja, uma afecção da sua causa externa, e a ligamos a outros pensamentos, então o amor ou o ódio para com a causa externa, assim como também, as flutuações da alma, que nascem destas afecções, serão destruídas.

DEMONSTRAÇÃO
Com efeito, aquilo que constitui a forma do amor ou do ódio é a alegria ou a tristeza acompanhada da ideia de uma causa externa; logo, suprimida esta ideia, suprime-se simultaneamente a forma do amor ou do ódio; e, por conseguinte, estas afecções e as que delas provêm são destruídas.

PROPOSIÇÃO III
Uma afecção, que é paixão, deixa de ser paixão no momento em que dela formamos uma ideia clara e distinta.

DEMONSTRAÇÃO
Uma afecção que é paixão é uma ideia confusa (pela definição geral das afecções). Se, portanto, formarmos uma ideia clara e distinta dessa afecção, esta ideia não se distinguirá senão pela relação desta afecção, enquanto ela se refere só à alma; e, por conseguinte, a afecção deixa de ser paixão.

COROLÁRIO
Portanto, uma afecção está tanto mais em nosso poder e a alma sofre tanto menos da sua parte quanto melhor nós a conhecemos.

Dicionário Filosófico

Afecção No corpo humano, designa o efeito que um corpo produz sobre o outro.

Afeto – Refere-se a um estado da alma, uma modificação tanto no corpo quanto na mente que aumenta ou diminui a potência de agir.

Paixão – Refere-se a um estado emocional intenso e profundo, que pode ser tanto positivo quanto negativo, e que influencia o pensamento e o comportamento do indivíduo.


Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 - Vimos, assim, que a Alma pode sofrer grandes transformações e passar ora a uma maior perfeição, ora a uma menor, paixões estas que nos explicam as afecções de alegria e de tristeza. Assim, por alegria, entenderei, no que vai seguir-se, a paixão pela qual a Alma passa a uma perfeição maior; por tristeza, ao contrário, a paixão pela qual a Alma passa a uma perfeição menor.
(ESPINOSA, B. Ética. Trad. Antônio Simões. Lisboa: Relógio D’Água, 1992. p. 279).

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o problema da paixão e da afecção em Espinosa, assinale a alternativa correta.
( ) As transformações da alma, seja o aumento ou a diminuição de intensidade, fazem coexistir paixões contrárias.
( ) A tristeza é uma ação da alma, consistente na afecção causada por uma paixão, por meio da qual a alma visa a própria destruição.
( ) O aumento de perfeição, característico de afecção da alegria, vincula-se ao esforço da alma em perceber-se com mais clareza e distinção.
( ) Tristeza e alegria são denominadas paixões porque resultam da ação de distintas dimensões da alma, responsáveis pela produção dessas afecções.
( ) Se uma coisa aumenta a potência de agir do corpo, a ideia dessa mesma coisa diminuirá a potência de pensar da nossa alma.

Pascal - tédio / divertimento

Que conduta revela mais plenamente a natureza humana? 

Filosofia da Moral ou Ética

Temas: o tédio / o divertimento
Filósofo: Pascal (1623 – 1662)
Obra: Pensamentos (1670, póstuma)

Biografia

Pascal (1623 – 1662) - foi um matemáticoescritorfísicoinventorfilósofo e teólogo católico francês. Prodígio, Pascal foi educado por seu pai. Os primeiros trabalhos de Pascal dizem respeito às ciências naturais e ciências aplicadas. Contribuiu significativamente para o estudo dos fluidos. Ele esclareceu os conceitos de pressão atmosférica e vácuo, estendendo o trabalho de Evangelista Torricelli. Pascal escreveu textos importantes sobre o método científico.

Habilidade: ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

Biquíni Cavadão - Tédio

Habilidade: ler textos filosóficos de modo significativo 

Pensamentos (1670, póstumo)

Tédio

Nada é mais insuportável para o homem do que ficar em descanso absoluto, sem paixões, sem nada para fazer, sem divertimentos, sem uma ocupação. É então que ele percebe a sua nulidade, o seu abandono, a sua insuficiência, a sua dependência, a sua impotência, o seu vazio. Logo brotarão do fundo da sua alma o tédio, a melancolia, a tristeza, a aflição, o ressentimento, o desespero.

Divertimento

Quando, às vezes, me pus a considerar as diversas agitações dos homens, e os perigos e os castigos a que eles se expõem, na corte e na guerra, originando tantas contendas, tantas paixões, tantos cometimentos audazes, e muitas vezes funestos, descobri que toda a felicidade dos homens vem de uma só coisa, que é não saberem ficar quietos dentro de um quarto. O homem que tem suficientes bens para viver, se soubesse ficar em casa com prazer, não sairia dela para ir ao mar ou ao cerco de uma praça. Não se pagaria tão caro um posto no exército, se não se achasse insuportável não sair da cidade; e só se procuram as conversas e os passatempos dos jogos porque não se sabe ficar em casa com prazer. 
Mas quando pensei mais de perto no assunto, e quando, depois de haver encontrado a causa de todas as nossas infelicidades, quis descobrir-lhes a razão, achei que há uma muito efetiva, que consiste na infelicidade natural de nossa condição fraca e mortal, e tão miserável, que nada nos pode consolar, quando nela pensamos de perto. Seja qual for a condição que imaginemos, pela reunião de todos os bens que podem pertencer-nos, vemos que a realeza é o mais belo posto do mundo. Imaginemos, entretanto, um rei acompanhado de todas as satisfações que dela decorrem, mas sem divertimentos; que considere e reflita sobre o que é, e essa felicidade enlanguescente não se sustentará mais. Acabará forçosamente percebendo as coisas que o ameaçam, as revoltas que podem surgir, e, enfim, a morte e as moléstias inevitáveis. De maneira que, se ficar sem aquilo que se chama divertimento, ei-lo infeliz, [mais] infeliz que o mais ínfimo de seus súditos, que goza e se diverte.
Daí vem que o jogo e a conversa das mulheres, as guerras, os grandes empregos sejam tão procurados. Não que haja efetivamente felicidade nisso, nem que se imagine que a verdadeira beatitude consista em se ter o dinheiro que se pode ganhar no jogo, ou na lebre que se persegue: nada disso nos interessaria se nos fosse oferecido. Não é essa vida mole e tranquila, que nos deixa tempo para pensar na nossa infeliz condição, que procuramos; como não são os perigos da guerra, nem os aborrecimentos dos empregos; é o ruído, que nos desvia de pensar na nossa condição e nos diverte. (...)
O homem é apenas um caniço, o mais fraco da natureza; mas é um caniço pensante. Não é preciso que o universo inteiro se arme para esmagá-lo: um vapor, uma gota de água, são suficientes para matá-lo. Mas, mesmo que o universo o esmagasse, o homem seria ainda mais nobre do que o que o mata, porque ele sabe que morre, e conhece a vantagem que o universo tem sobre ele; e disso o universo nada sabe. Toda a nossa dignidade consiste, pois, no pensamento. É a partir dele que nos devemos elevar e não do espaço e da duração, que não saberíamos ocupar.

Dicionário Filosófico

Tédio - Trata-se de uma avaliação pessimista sobre a realidade, a vivência pessoal de que a vida precisa de sentido e de que não há nada que se pode fazer.

Divertimento - é o conjunto de ocupações, muitas vezes honrosas e de algum modo divertidas, que o individuo realiza para preencher a sua vida e a sua mente, e não ter de enfrentar os angustiosos problemas da existência, a morte e a miséria humana.

Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 - De acordo com o texto quais são os cinco modos de vida que seriam insuportável ao homem?
2 - Se vivermos como a resposta acima quais são os seis aspectos que perceberemos em nossa existência?
3 - Quais os seis possíveis efeitos que brotarão de um tal modo de vida?
4 - Qual foi a descoberta de Pascal quando pensou (refletiu) sobre as diversas agitações dos homens?
(   ) que a felicidade do homem é ficar quieto dentro de um quarto entediado
(   ) que a felicidade do homem é viver prazerosamente mesmo em casa
5 - Esta vida feliz só se consegue através do:
(   ) silêncio             (   ) pensamento             (   ) divertimento             (   ) martírio
6 - O que é que desvia nosso pensamento e nos impede de ficar refletindo sobre nossa condição de vida?
(   ) o ruído     (   ) o perigo da guerra     (   ) o aborrecimento do emprego    (   ) a conversa das mulheres
7 - Qual é a característica principal do homem e que é sua dignidade maior?
(   ) é um ser sensorial     (   ) é um ser emocional     (   ) é um ser pensante     (   ) é um ser espiritual

Marco Aurélio - estoicismo

Como devemos viver?

Filosofia da Moral ou Ética
Tema: o estoicismo
Filósofo: Marco Aurélio (121.– 180 d.C.)
Obra: Meditações (170 a 180 d.C.)

Biografia

Marco Aurélio (121 - 180 d.C.) foi um imperador romano e filósofo estoico da Antiguidade. Suas ideias filosóficas estão dentro da escola conhecida como estoicismo (defesa da ideia de que os seres humanos devem dominar suas paixões).

Habilidade: ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

A Vida

Habilidade: ler textos filosóficos de modo significativo

Meditações (121-180 d.C.)

Alguns procuram lugares solitários, moradas em meio ao campo, casas a beira-mar, nas montanhas: tu também costumavas desejar ardentemente essas coisas. Mas tudo isso é propriamente uma tolice, uma vez que é possível se recolher dentro de si mesmo a qualquer momento, quando se deseja.
Oh, em nenhum lugar mais do que na sua alma o homem pode recolher-se com maior tranquilidade e maior facilidade!
Principalmente se possuir dentro de si coisas tão preciosas que só de serem olhadas trazem a paz ao coração. E com essa paz quero dizer disposição de perfeita ordem interior. Consequentemente, concede-se esse espaço de recolhimento com frequência e renova a tua vida...
Não ajas jamais contra a tua vontade; e tampouco sem que te proponhas como meta um bem comum, sem a oportuna ponderação; nem, por outra parte, hesitante e inseguro.
Do mesmo modo, que o excessivo refinamento das palavras não sirva de enfeite para o teu pensamento, e tampouco faças demasiados discursos e tampouco tenhas demasiadas ocupações.
E mais: que o deus que vive em ti seja tutor de um homem viril, de veneranda idade, cônscio da sua natural politicidade, romano, imperador, já pronto para o seu posto.
Assim, estará livre de amarras e pronto aquele que aguarda o soar das trombetas chamando-o para sair da vida.
E certamente não precisa de um juramento ou de qualquer homem que lhe sirva de testemunha. A expressão do seu rosto está cheia de luz; para ele não há necessidade de ajuda externa; não há necessidade de uma paz que possa ser dada por outros. Conclusão: é preciso estar de pé, ereto, e não ereto por solicitude alheia.

Dicionário Filosófico

Estoicismo – Deve-se "viver conforme a natureza": sendo a natureza essencialmente o logos, essa máxima é prescrição para se viver de acordo com a razão. Sendo a razão aquilo por meio do que o homem torna-se livre e feliz, o homem sábio não apreende o seu verdadeiro bem nos objetos externos, mas bem usando estes objetos através de uma sabedoria pela qual não se deixa escravizar pelas paixões e pelas coisas externas.

Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 – No primeiro parágrafo o que Marco Aurélio chama de tolice?
(   ) procurar agitação, festas, encontros e badalação
(   ) procurar ficar só, ir para zona rural, praias e montanhas
2 - Qual é o melhor lugar para recolhermos com tranquilidade, alcançar a perfeita ordem interior e renovar a vida?
(   ) dentro de si mesmo, em nossa alma
(   ) externamente, em nosso corpo
3 - O que é importante em nossa vida?
(   ) ter como objetivo um bem comum e ter ponderação sobre as ações
(   ) ter hesitações e inseguranças; falar muito e ter muitas ocupações
4 - O que aprendemos na parte final do texto?
(   ) que precisamos de ajuda externa para sermos livres e felizes
(   ) que só precisamos de nós mesmos para sermos livres e felizes
5 - Quando tornarmos indivíduos firmes, senhores de nós mesmos, inabaláveis, impassíveis e austeros diante das dificuldades da vida, seremos:
(   ) céticos          (   ) cínicos          (   ) estoicos          (   ) dogmáticos

Schopenhauer - ser / ter / representar

Quais são as condições fundamentais para uma vida feliz?

Filosofia da Moral ou Ética
Tema: ser / ter / representar
Filósofo: Schopenhauer (1788-1860)
Obra: Parerga e Paralipomena (1851)

Biografia

Schopenhauer (1788–1860), foi um filósofo alemão conhecido pela sua obra principal "O mundo como Vontade e Representação" de 1818, em que ele caracteriza o mundo fenomenal como o produto de uma cega, insaciável e maligna vontade metafísica.

Habilidade: ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

A Felicidade não se Compra

Habilidade: ler textos filosóficos de modo significativo

Parerga e Paralipomena (1851)

Aforismos para a sabedoria de vida

Aristóteles (Ética a Nicômaco I, 8) dividiu os bens da vida humana em três classes: os exteriores, os da alma e os do corpo. Conservando apenas essa tripartição, digo que o que estabelece a diferença na sorte dos mortais pode ser reduzido a três determinações fundamentais. São elas:
1) O que alguém é: portanto, a personalidade no sentido mais amplo. Nessa categoria, incluem-se a saúde, a força, a beleza, o temperamento, o caráter moral, a inteligência e seu cultivo. 
2) O que alguém tem: portanto, propriedade e posse em qualquer sentido. 
3) O que alguém representa: por essa expressão, como se sabe, compreende-se o que alguém é na representação dos outros, portanto, propriamente como vem a ser representado por eles. Consiste, por conseguinte, nas opiniões deles a seu respeito, e divide-se em honra, posição e glória. 
As diferenças a serem consideradas na primeira rubrica são as que a própria natureza colocou entre os homens. Isso já nos permite inferir que a influência delas sobre a felicidade ou infelicidade será muito mais essencial e vigorosa do que as diferenças provenientes meramente de determinações humanas, dadas nas duas rubricas subsequentes. (...) 
Não preciso salientar a importância das duas outras rubricas sobre os bens da vida humana. Pois o valor da posse é hoje em dia tão universalmente reconhecido, que não requer nenhuma recomendação. Mesmo a terceira rubrica, comparada à segunda, tem uma qualidade bastante etérea; ela consiste meramente na opinião dos outros. No entanto, cada um tem de aspirar à honra, isto é, ao bom nome; já à posição, devem aspirar apenas os que servem ao Estado, e à glória, só um número muito reduzido. No entanto, a honra será considerada como um bem inestimável, e a glória, como o bem mais refinado que o homem pode alcançar, o velocino de ouro dos eleitos. Ao contrário, apenas os tolos preferirão a posição à posse. A segunda e a terceira rubricas mantêm-se, de resto, na chamada atuação recíproca; na medida em que o “vales o que tens” de Petrônio (Sátiras, 77, 6) é correto, e, vice-versa, a opinião favorável dos outros, em todas as suas formas, muitas vezes ajuda na aquisição de posses.

Dicionário Filosófico

FelicidadeDe acordo com Schopenhauer é a “satisfação sucessiva de todo o nosso querer”. A tendência a ela “coincide completamente com a nossa existência” – cuja essência é a Vontade de viver – mas é revelada pelo conhecimento como o nosso maior erro e ilusão. (...) Guilherme Marconi Germer 

Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 – Aristóteles, filósofo da Grécia Antiga, dividiu os bens da vida humana em três classes. Quais são estas três classes? 
2 – Schopenhauer, em concordância com Aristóteles, estabelece três diferenças fundamentais em nossas vidas. Escreva os verbos que exprimem cada uma desta tripartição. 
3 – Faça a relação de acordo com as três diferenças. 
(A) Primeira diferença 
(B) Segunda diferença 
(C) Terceira diferença 
( ) honra, glória, posição social (status), o bom nome, opinião dos outros sobre você 
( ) posse, propriedade 
( ) saúde, força, beleza, temperamento, inteligência (que a natureza nos dotou) 
4 – De acordo com o filósofo alemão entre o ter e o representar qual seria a opção do homem tolo? 
( ) só a representação ( ) só o ter 
5 – Ainda conforme Schopenhauer ter e representar são recíprocos, ou seja, boas relações sociais podem levar a adquirir posses; e, ao contrário, ter propriedades pode ajudar na representação da posição social. 
( ) verdadeiro ( ) falso 
6 – Sentimos que toda satisfação de nossos desejos advinda do mundo se assemelha à esmola que mantém hoje o mendigo vivo, porém prolonga amanhã a sua fome. A resignação, ao contrário, assemelha-se à fortuna herdada: livra o herdeiro para sempre de todas as preocupações. 
(SCHOPENHAUER, A. Aforismo para a sabedoria da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2005.)
O trecho destaca uma ideia remanescente de uma tradição filosófica ocidental, segundo a qual a felicidade se mostra indissociavelmente ligada à: 
(A) consagração de relacionamentos afetivos. 
(B) administração da independência interior. 
(C) fugacidade do conhecimento empírico. 
(D) liberdade de expressão religiosa. 
(E) busca de prazeres efêmeros. 
7 – O que seria do mundo sem você nele? Como seria a vida das pessoas ao seu redor se você não tivesse nascido?
De acordo com o filme "A felicidade não se compra" responda:
a) Qual era o "ser" do personagem George Bailey?
b) O que ele adquiriu materialmente (ter)?
c) O que ele representa para seus amigos e parentes?

Schopenhauer - vontade de viver

O que impele o homem para a vida?

Filosofia da Moral ou Ética
Tema: a vontade de viver
Filósofo: Schopenhauer (1788-1860)
Obra: O Mundo como Vontade e Representação (1818)

Biografia

Schopenhauer, A. (1788–1860), foi um filósofo alemão do século XIX

Habilidade:
ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

Raul Seixas - Ouro de Tolo

In The Fall

Habilidade: ler textos filosóficos de modo significativo

O Mundo como Vontade e Representação (1818)

Para o sujeito cognoscitivo, o corpo é dado de duas maneiras diferentes: de um lado, como representação intuitiva do intelecto, como objeto entre objetos, submetidos às suas leis; mas, do outro, é dado também como algo imediatamente conhecido por todos e que é designado pelo nome de vontade. (...) 
A chave que nos serviu para chegar à essência da coisa em si, e que só nos podia ser dada pelo conhecimento imediato do nosso próprio ser, devemos aplicá-la aos fenômenos do mundo inorgânico. (...) 
Disso tudo resulta que a vontade deve por si nutrir a si mesma. De fato, a vontade tem fome e nada existe fora dela: donde a caça, a ansiedade, o sofrimento. (...) 
Assim, todo homem tem continuamente fins e motivos que regem a sua conduta e sabe em cada caso prestar contas das suas ações individuais. Mas perguntem-lhe por que deseja ou por que geralmente que existir; não saberá responder, ou melhor, achará absurda a própria pergunta. E assim acabará por confessar não ser mais do que uma vontade... 
São dessa natureza os esforços e os desejos humanos que nos fazem vibrar diante da sua realização como se fosse o fim último da nossa vontade; mas de satisfeitos mudam de fisionomia; esquecidos ou relegados entre as antigualhas são sempre, quer confessemos ou não, colocados de lado como ilusões desfeitas... 
Feliz aquele a quem resta ainda algum desejo a acalentar, alguma inspiração: poderá continuar por muito tempo o jogo da perpétua passagem do desejo à sua satisfação, e da satisfação a um novo desejo, jogo que o fará feliz se a passagem for rápida, infeliz se for lenta; mas ao menos não cairá naquela estagnação que é fonte de tédio terrível e paralisante, de desejos vagos, sem objeto preciso, de abatimento mortal. 

Dicionário Filosófico

Vontade de Viver – É o poderoso impulso que impele todo ser a perpetuar o máximo possível a sua existência na condição atual. Schopenhauer considera essa força o fundamento universal, como a verdadeira substância da realidade inteira. Está presente de modo consciente, como instinto de sobrevivência, no homem e nos animais, mas apresenta-se também no mundo natural e até naquele material, como resistência à transformação. 

Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 – Para nós, sujeitos com a capacidade de conhecer, quais são as duas maneiras que nosso corpo é percebido, segundo Schopenhauer? 
( ) como representação (intuitiva) e como vontade 
( ) como apresentação (externa) e com a visão 
2 – “Todo homem tem continuamente fins e motivos que regem a sua conduta e sabe em cada caso prestar contas das suas ações individuais”. Qual é sua maior vontade na atual circunstância de sua vida? 
3 – Qual foi sua última grande vontade e que você conseguiu satisfazê-la? 
4 – De acordo com o filósofo alemão, quem é feliz? 
( ) aquele que ainda tem vontade para satisfazer 
( ) aquele que já conseguiu tudo 
5 – Para a satisfação da vontade e a sensação de prazer é necessário: 
( ) a rapidez na passagem do desejo à sua satisfação 
( ) a demora na passagem do desejo à sua satisfação 
6 – Aquele que está na estagnação da vida cairá: 
( ) no tédio terrível e paralisante 
( ) na tranquilidade calma e serena 
7 – De acordo com Schopenhauer o que é a vontade de viver?

Nietzsche - amor fati

Como devo conduzir minha vida?

Filosofia da Moral ou Ética
Tema: o amor fati
Filósofo: Nietzsche (1844 - 1900)
Obras: A Gaia Ciência (1882) e Ecce Homo (1888)

Biografia
Nietzsche, F. (1844 - 1900) foi um filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor alemão. Ele escreveu vários textos críticos sobre a religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência, exibindo uma predileção por metáfora, ironia e aforismo.

Habilidade: ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros

Benito di Paula - Do jeito que a vida quer (1976) 
Músico Eclético - Publicado em 9 de mar de 2014
Habilidade: ler textos filosóficos de modo significativo

A Gaia Ciência (1844)
(Livro IV, aforismo 276)
Hoje cada um se permite exprimir seu desejo, seu mais caro pensamento; assim eu vou dizer o que desejo hoje de mim mesmo, e qual foi o primeiro pensamento que preencheu meu coração este ano, um pensamento que deve ser a razão, a graça e a suavidade de toda a minha vida! Eu quero aprender cada vez mais a considerar a necessidade das coisas como o belo em si – assim, eu serei um daqueles que tornam as coisas belas, amor fati: que seja este de agora em diante o meu amor! Eu não vou fazer guerra contra o feio, eu não o acusarei mais, eu não acusarei nem mesmo os acusadores. Suspender o olhar, que esta seja minha única forma de negar. Eu não quero, a partir desse momento, ser outra coisa senão pura afirmação.
Ecce Homo (1888)

Minha fórmula para a grandeza no homem é amor fati: nada querer diferente, seja para trás, seja para frente, seja em toda eternidade. Não apenas suportar o necessário, menos ainda ocultá-lo – todo idealismo é mendacidade ante o necessário - mas amá-lo.

Dicionário Filosófico
Amor fatié uma expressão latina que significa “amor ao destino”, “amor ao fado”. Na filosofia de Nietzsche, significa ou trata-se de aceitação integral da vida e do destino humano mesmo em seus aspectos mais cruéis e dolorosos – aceitação que só um espírito superior é capaz.

Habilidade: elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 – Qual é o desejo de Nietzsche e que foi o primeiro pensamento que preencheu seu coração naquele ano?
(   ) aprender cada vez mais a considerar a necessidade das coisas como o belo em si
(   ) aprender cada vez menos a considerar a necessidade das coisas como o belo em si
2 – A partir da resposta acima qual é, então, o novo amor do filósofo alemão?
(   ) o destino da vida               (   ) a vida planejada                (   ) a vida comedida
3 – Nietzsche diz que suspender o olhar será sua única forma de negar a vida e que adotará a partir desse momento...
(   ) a afirmação da vida           (   ) a suspensão da vida          (   ) a idealização da vida
4 – Qual é a expressão latina utilizada por Nietzsche para designar a grandeza no homem?
5 – De acordo com o dicionário filosófico o que isto (a resposta acima) significa?
6 – Para vivermos intensamente o que a vida nos oferece não devemos apenas suportar o necessário, menos ainda ocultá-lo, mas _________________.