Base da Filosofia

http://www.facebook.com/wellingtonsversut

Filosofia do Política - Missão 21 - Bakunin - anarquismo

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem.
(Oscar Wilde)


Eu aceito com entusiasmo o lema que afirma "O melhor governo é aquele que menos governa"; e gostaria de vê-lo posto em prática deforma sistemática. Uma vez posto em prática, ele acabaria resultando em algo que também acredito: "O melhor governo é aquele que não governa"; e quando os homens estiverem preparados, será exatamente este o tipo de governo que irão ter.
(Henry Thoreau)

https://www.youtube.com/channel/UCrGHtqQTmDf9QwA5YHreWIw
Dublagem Rodrigo Nishino
25 de ago de 2012

Filosofia Política
Tema: o anarquismo
Questão Central: Seria possível uma sociedade sem governo estatal?
Filósofo: Bakunin, M. (1814 - 1876)
Obra: Deus e o Estado (1882)

Biografia

Bakunin, M. (1814 – 1876) foi um teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX.

Ler textos filosóficos de modo significativo (PCNs)
Deus e o Estado (1882)
Decorre daí que rejeito toda autoridade? Longe de mim este pensamento. Quando se trata de botas, apelo para a autoridade dos sapateiros; se se trata de uma casa, de um canal ou de uma ferrovia, consulto a do arquiteto ou a do engenheiro. Por tal ciência especial, dirijo-me a este ou àquele cientista. Mas não deixo que me imponham nem o sapateiro, nem o arquiteto, nem o cientista. Eu os aceito livremente e com todo o respeito que me merecem sua inteligência, seu caráter, seu saber, reservando, todavia, meu direito incontestável de crítica e de controle. Não me contento em consultar uma única autoridade especialista, consulto várias; comparo suas opiniões, e escolho aquela que me parece a mais justa. Mas não reconheço nenhuma autoridade infalível, mesmo nas questões especiais; consequentemente, qualquer que seja o respeito que eu possa ter pela humanidade e pela sinceridade deste ou daquele indivíduo, não tenho fé absoluta em ninguém. Tal fé seria fatal à minha razão, à minha liberdade e ao próprio sucesso de minhas ações; ela me transformaria imediatamente num escravo estúpido, num instrumento da vontade e dos interesses de outrem. [...]

Inclino-me diante da autoridade dos homens especiais porque ela me é imposta por minha própria razão. Tenho consciência de só poder abraçar, em todos os seus detalhes e seus desenvolvimentos positivos, uma parte muito pequena da ciência humana. A maior inteligência não bastaria para abraçar tudo. Daí resulta, tanto para a ciência quanto para a indústria, a necessidade da divisão e da associação do trabalho. Recebo e dou, tal é a vida humana. Cada um é dirigente e cada um é dirigido por sua vez. Assim, não há nenhuma autoridade fixa e constante, mas uma troca contínua de autoridade e de subordinação mútuas, passageiras e, sobretudo voluntárias. Esta mesma razão me proíbe, pois, de reconhecer uma autoridade fixa, constante e universal, porque não há homem universal, homem que seja capaz de aplicar sua inteligência, nesta riqueza de detalhes sem a qual a aplicação da ciência a vida não é absolutamente possível, a todas as ciências, a todos os ramos da atividade social. E, se tal universalidade pudesse ser realizada em um único homem, e se ele quisesse se aproveitar disso para nos impor sua autoridade, seria preciso expulsar esse homem da sociedade, visto que sua autoridade reduziria inevitavelmente todos os outros à escravidão e à imbecilidade. Não penso que a sociedade deva maltratar os gênios como ela o fez até o presente momento; mas também não acho que os deva adular demais, nem lhes conceder quaisquer privilégios ou direitos exclusivos; e isto por três razões: inicialmente porque aconteceria com frequência de ela tomar um charlatão por um gênio; em seguida porque, graças a este sistema de privilégios, ela poderia transformar um verdadeiro gênio num charlatão, desmoralizá-lo, animalizá-lo; e, enfim, porque ela daria a si um senhor.

Dicionário Filosófico

Anarquismo - é uma ideologia política que tem como princípios a luta contra o capitalismo, a propriedade privada e o Estado e a defesa da autogestão, baseando-se fundamentalmente em uma crítica da dominação. Os anarquistas defendem uma transformação social fundamentada em estratégias coerentes com seus fins, que deverão permitir a transformação do sistema capitalista e estatista em um sistema socialista e auto gestionário.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – O anarquismo, segundo Bakunin, rejeita toda autoridade?
(     ) sim                     (     ) não
2 – Bakunin dá o exemplo do sapateiro, do arquiteto e do cientista como especialistas em suas respectivas áreas. Cite outro exemplo onde você precisou do serviço de uma autoridade no assunto.
3 – Segundo o autor, esta delegação de serviço para outra pessoa realizada por um anarquista é uma decisão:
(     ) de sua própria razão       (     ) imposta pela tradição                (     ) governamental
4 – Desta necessidade em procurar uma autoridade (especialista) em determinados assuntos tem como resultado:
(     ) a divisão e a associação do trabalho    
(     ) a concentração individual para o trabalho
(     ) a consolidação das leis trabalhista
5 – No anarquismo, segundo o texto, a necessidade que temos por um especialista ou por uma autoridade deve ser:
(     ) para sempre, fixo, constante      (     ) temporário, flexível, efêmero
6 – Qual das proposições a seguir poderia resumir o ideal de cidadania anarquista?
( ) Amor ao próximo, porque, em um regime anarquista, somente os ensinamentos cristãos são capazes de assegurar a justiça.
( ) Liberdade e responsabilidade, porque, afinal, todo indivíduo deve assumir seu papel na sociedade, não podendo alienar sua responsabilidade e não dependendo de uma autoridade que acabaria por lhe tomar a liberdade.
( ) Defesa da propriedade, porque, se os cidadãos não têm os seus bens protegidos, haverá uma guerra de todos contra todos, tornando impossível a paz.
( ) Liberdade e desobediência. Um verdadeiro anarquista faz o que quer, seguindo apenas o rumo dos seus desejos. Seu compromisso com as outras pessoas se resume apenas em não se preocupar com a vida alheia.
( ) Estado e nação, porque sem o Estado não há como ser mediada a partilha dos bens de produção. Sem a nação, não é possível proteger as identidades e a comunhão de um povo diante dos inimigos estrangeiros.
7 – Assinale uma ou mais dentre as alternativas que respondem à questão: Se no anarquismo não há governo estatal, como as comunidades resolveriam seus problemas?
( ) Elegendo indivíduos capazes de resolver determinado problema, conseguindo, assim, atingir seu objetivo. Depois disso, essa relação de autoridade seria encerrada.
( ) Criando federações, a partir de pequenas comunidades autogovernadas. Cada comunidade seria capaz de ouvir todos, legitimando a sua ação.
( ) Elegendo um presidente pelo voto direto, o qual poderia usar seu poder para determinar o que seria melhor para o povo.
( ) Aceitando um soberano e colocando-o acima de qualquer lei. Somente um regime em que alguém estivesse sobre todos poderia resultar em verdadeiro benefício para todos.
8 – O que é o anarquismo de acordo com o dicionário filosófico?

Hora Certa

Total de visualizações de página