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Filosofia das Ciências - Missão 08 - Hume - causalidade

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

Cena do filme "O curioso caso de Benjamin Button"
Jessica Castari - enviado em 14/03/2011


Corra, Lola, Corra
Rafael Barros
Publicado em 05/10/2012

Filosofia das Ciências
Tema: causalidade
Questão Central: A causalidade é somente um esquema mental ou existe verdadeiramente na realidade?
Filósofo: Hume (1711-1776)
Obra: Investigação acerca o Entendimento Humano (1759)

Biografia


Hume, D. – (1711 - 1776) foi um filósofo, historiador e ensaísta escocês que se tornou célebre por seu empirismo radical e seu ceticismo filosófico. Ao lado de John Locke e George Berkeley, Hume compõe a famosa tríade do empirismo britânico, sendo considerado um dos mais importantes pensadores do chamado iluminismo escocês e da própria filosofia ocidental. 


Ler textos filosóficos de modo significativo (PCNs)


Investigação acerca o Entendimento Humano (1759) 


Podemos, por conseguinte, dividir todas as percepções do espírito em duas classes ou espécies, que se distinguem por seus diferentes graus de força e de vivacidade. As menos fortes e menos vivas são geralmente denominadas pensamentos ou ideias. A outra espécie não possui um nome em nosso idioma e na maioria dos outros, porque, suponho, somente com fins filosóficos era necessário compreendê-las sob um termo ou nomenclatura geral. Deixe-nos, por tanto, usar um pouco de liberdade e denominá-las impressões, empregando esta palavra num sentido de algum modo diferente do usual. Pelo termo impressão entendo, pois, todas as nossas percepções mais vivas, quando ouvimos, vemos, sentimos, amamos, odiamos, desejamos ou queremos. E as impressões diferenciam-se das ideias, que são as percepções menos vivas, das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das sensações ou dos movimentos acima mencionados. (...) 

Embora o fato de que as idéias diferentes estejam conectadas seja tão evidente para não ser percebido pela observação, creio que nenhum filósofo tentou enumerar ou classificar todos os princípios de associação, assunto que, todavia, parece digno de atenção. Para mim, apenas há três princípios de conexão entre as ideias, a saber: de semelhança, de contiguidade — no tempo e no espaço — e de causa ou efeito. (...) 
Em uma palavra: todo efeito é um evento distinto de sua causa. Portanto, não poderia ser descoberto na causa e deve ser inteiramente arbitrário concebê-lo ou imaginá-lo a priori. 
E mesmo depois que o efeito tenha sido sugerido, a conjunção do efeito com sua causa devem parecer igualmente arbitrárias, visto que há sempre outros efeitos que para a razão devem parecer igualmente coerentes e naturais. Em vão, portanto, pretenderíamos determinar qualquer evento particular ou inferir alguma causa ou efeito sem a ajuda da observação e da experiência. (...) 
Entretanto, não chegamos ainda a nenhuma resposta satisfatória a respeito da primeira questão proposta. Cada solução gera uma nova questão tão difícil como a precedente e nos conduz a novas investigações. Quando se pergunta: qual é a natureza de todos os nossos raciocínios sobre os fatos? A resposta conveniente parece ser que eles se fundam na relação de causa e efeito. Quando se pergunta: qual é o fundamento de todos os nossos raciocínios e conclusões sobre essa relação? Pode-se replicar numa palavra: a experiência. Mas, se ainda continuarmos com a disposição de esmiuçar o problema e insistirmos: qual é o fundamento de todas as conclusões derivadas da experiência? Esta pergunta implica uma nova questão que pode ser de solução e explicação mais difíceis. Os filósofos que se dão ares de sabedoria superior e suficiência têm uma tarefa difícil quando se defrontam com pessoas com disposições inquisitivas, que os desalojam de todos os esconderijos em que se refugiam, e que estão seguras de levá-los finalmente a um perigoso dilema. O melhor recurso para evitar esta confusão consiste em ter modestas pretensões e descobrir nós mesmos as dificuldades antes que nos sejam objetadas. Desta maneira, faremos de nossa ignorância uma virtude.

Dicionário Filosófico


Causalidade - é a relação entre um evento (a causa) e um segundo evento (o efeito), sendo que o segundo evento é uma consequência do primeiro. Num sentido mais amplo, a causalidade ou determinação de um fenômeno é a maneira específica na qual os eventos se relacionam e surgem.


Ceticismoé qualquer atitude de questionamento para o conhecimento, fatos, opiniões ou crenças estabelecidas como fatos. Filosoficamente, é a doutrina da qual o espírito humano não pode atingir nenhuma certeza a respeito da verdade. 


Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 - Segundo Hume são duas as classes ou espécies das percepções do espírito.
A primeira ele denominada de ___________________________.
A segunda ele denominada de ___________________________.
2 - Como Hume entende a segunda classe ou espécie de percepções do espírito?
3 - Qual a diferença principal entre as duas classes ou espécies das percepções do espírito?
4 - Segundo Hume quais são os três princípios de conexão entre as ideias?
5 - Faça a relação com os princípios de conexão entre ideias.
(A) Semelhança
(B) Contiguidade — no tempo
(C) Contiguidade — no espaço
(D) Causa e efeito
(     ) A pedra exposta ao sol aqueceu.
(     ) Ao ver a Estátua da Liberdade lembro-me de Nova York.
(     ) Quando recordo-me do ano de meu nascimento vem à mente a chegada do homem à Lua.
(     ) O gato, o leopardo e o lince trazem a ideia de felino.
6 - Com base no texto, responda às questões:
a) Qual é a natureza de todos os nossos raciocínios sobre os fatos, segundo Hume?
b) Em uma palavra, qual é o fundamento de todos os nossos raciocínios e conclusões sobre a relação de causa e efeito, segundo Hume?
7 - Por que Hume vê um problema na fundamentação da ciência por meio da observação da experiência?
(   ) Porque quando vemos que dois eventos sempre ocorrem conjuntamente, tendemos a criar uma expectativa de que quando o primeiro ocorre, o segundo seguirá e isto se baseia somente no desenvolvimento dos hábitos na nossa mente.
(   )  Porque quando vemos que dois eventos sempre ocorrem conjuntamente, tendemos a criar uma expectativa de que quando o primeiro ocorre, o segundo seguirá e isto se baseia no desenvolvimento da lógica formal que busca a validade de um argumento. 
8 - "Os filósofos que se dão ares de sabedoria superior e suficiência têm uma tarefa difícil quando se defrontam com pessoas com disposições inquisitivas..." Estas pessoas com disposições inquisitivas são os:
          (     ) sofistas          (     ) dogmáticos          (     ) céticos          (     ) estoicos

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