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Filosofia do Conhecimento - Missão 22 - Kant - a priori, a posteriori

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)


Conheceríamos o mundo da mesma forma se tivéssemos outra percepção sensorial?
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/um-novo-sensor-infravermelho-06072010-23.shl
Acesso em: 2 de janeiro de 2012



Predador, filme

Viviane Mosé - Ser ou não ser - Kant
Filosofia do Conhecimento
Tema: conhecimentos a priori e a posteriori
Questões Centrais: O que é conhecer? Como funciona a percepção?
Filósofo: Kant (1724 - 1804)
Obra: Crítica da Razão Pura (1787)

Biografia



Immanuel Kant (1724 — 1804) foi um filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes.

Alguns autores consideram que Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o Racionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução).

Kant é famoso sobretudo pela sua concepção conhecida como transcendentalismo: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar.


Ler textos filosóficos de modo significativo


Crítica da Razão Pura (1787)



É necessário um apelo à razão para que assuma novamente a mais árdua das suas tarefas, a do conhecimento de si mesma, e institua um tribunal que a tutele nas suas legítimas pretensões, mas elimine as que são desprovidas de fundamento, não arbitrariamente, mas com base em leis eternas e imutáveis; e esse tribunal não é outra coisa senão a própria crítica da razão pura. Com essa expressão não pretendo aludir a uma crítica dos livros e dos sistemas, mas à crítica das faculdadesda razão em geral. (...)

Não se pode duvidar de que todos os nossos conhecimentos começam com a experiência, porque, com efeito, como haveria de excitar-se a faculdade de se conhecer, se não fosse pelos objetos que, excitando os nossos sentidos, de uma parte, produzem por si mesmo representações e de outra parte impulsionam a nossa inteligência a compará-los entre si, a reuni-los ou separá-los, e, deste modo, à elaboração da matéria informe das impressões sensíveis para esse conhecimento das coisas que se denomina experiência?

No tempo, pois, nenhum conhecimento precede a experiência, todos começam por ela.

Ma se é verdade que os conhecimentos derivam da experiência, alguns há, no entanto, que não têm essa origem exclusiva, pois poderemos admitir que o nosso conhecimento empírico seja um composto daquilo que recebemos das impressões e daquilo que a nossa faculdade cognoscitiva lhe adiciona (estimulada somente pelas impressões dos sentidos); aditamento que propriamente não distinguimos senão mediante uma longa prática que nos habilite a separar esses dois elementos.

Surge desse modo uma questão que não se pode resolver à primeira vista: será possível um conhecimento independente da experiência e das impressões dos sentidos?

Tais conhecimentos são denominados a priori e são distintos dos empíricos, cuja origem é a posteriori, isto é, da experiência. (...)
Consideraremos, portanto, conhecimento a priori, todo aquele que seja adquirido independentmente de qualquer experiência. A ele se opõem os empíricos, isto é, àqueles que só são a posteriori, quer dizer, por meio da experiência.
Os conhecimentos a priori ainda podem dividir-se em puros e impuros. Denomina-se conhecimento a priori puro ao que carece completamente de qualquer empirismo.
Assim, por exemplo, “toda mudança tem uma causa” é um princípio a priori, mas impuro, porque o conceito de mudança só pode formar-se extraído da experiência. (...)
O espaço não é mais do que a forma de todos os fenômenos dos sentidos externos, ou seja, a condição subjetiva da sensibilidade sob a qual só nos é possível a intuição externa. (...)
O tempo não é mais do que a forma do sentido interno, a intuição de nós mesmos e do nosso estado interior... O tempo é a condição formal a priori de todos os fenômenos.
Seja qualquer e quanto se queira o conteúdo do nosso conceito de um objeto, nós sempre temos que sair dele, para conferir existência a esse objeto.
Nos objetos dos sentidos isso acontece mediante a conexão com uma das minhas percepções, segundo leis empíricas; mas para os objetos do pensamento puro absolutamente não há meio de conhecer a sua existência, porque esta deveria ser conhecida inteiramente a priori. (...)
O conceito de um Ser supremo é uma idéia útil sob muitos aspectos; mas, justamente por ser uma simples ideia, é incapaz, por si só, de ampliar o nosso conhecimento a respeito do que existe...

Dicionário Filosófico

Criticismo – Doutrina kantiana que estuda as condições de validade e os limites do uso que podemos fazer de nossa razão pura. Por extensão, toda doutrina que faz da crítica do conhecimento a condição prévia da pesquisa filosófica.

A priori – Expressão latina que significa o que é anterior à experiência e dela independe.

A posteriori – Expressão latina que significa o que é posterior à experiência e dela depende.

Tempo – Para Kant o tempo é uma das formas puras da sensibilidade, sendo, portanto, dado a priori, e constituindo uma das condições de possibilidade de nossa experiência do real.

Espaço – Para Kant, o espaço é uma “intuição pura” ou “uma forma a priori da sensibilidade”, quer dizer, não é uma construção do espírito nem tão pouco uma realidade independente de nós, mas um dado original de nossa sensibilidade, algo que é constitutivo de nosso modo de perceber e sem o qual não poderíamos ter sensações distintas; porque dois objetos percebidos ou são sucessivos (intuição do tempo) ou são simultâneos (intuição do espaço).

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo

1 – Segundo Kant, os nossos conhecimentos adquiridos no tempo começam pelo (a) ________________.
2 – As experiências produzem em nós:
                (   ) a representação do mundo, a comparação, a reunião, a separação, etc.
                (   ) a apresentação do mundo, a mediação, a indicação, a sensação, etc.
3 – Relacione:
                (A) Desperta para o exercício a faculdade de conhecer;
                (B) Produz conhecimento a partir da própria razão.
                (   ) a experiência;
                (   ) a racionalidade
4 – Para Kant, seria possível um conhecimento independente da experiência e das impressões dos sentidos?
                (   ) sim                                                  (   ) não
5 – Coloque “V” para a frase verdadeira ou “F” para a falsa:              
    (   ) O conhecimento a posteriori necessita da experiência.
    (   ) O conhecimento a priori é um conhecimento que não necessita da experiência.
6 – Os conhecimentos originados na razão e independentes da experiência denominam-se _ __________.
7 – Os conhecimentos com fonte na experiência (empíricos) denominam-se _ _____________.
8 – Relacione:
                (A) Juízo a priori (não puro);
                (B) Juízo a posteriori.
                (   ) Toda mudança tem uma causa.
                (   ) O pátio está molhado porque choveu.
9 – O que são as noções de espaço e tempo para Kant:
                (   ) São hábitos de vida subjetivos;
                (   ) São dois esquemas mentais que estruturam intimamente a razão humana;
                (   ) São realidades absolutas estranhas ao homem.

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