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Filosofia da Moral ou Ética - Missão 12 - Sartre - a liberdade

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)

A torneira seca
(mas pior: a falta
de sede) 

A luz apagada
(mas pior: o gosto
do escuro) 

A porta fechada
(mas pior: a chave
por dentro).

José Paulo Paes


"Diante da Lei", adaptação da obra "O Processode Franz Kafka


"Aqueles que dissimularem perante si mesmos a sua total liberdade (...) eu os chamarei de covardes".

Filosofia da Moral ou Ética
Tema: a liberdade
Questão Central: Em que consiste a liberdade ética?
Filósofo: Sartre (1905 – 1980)
Obra: O Existencialismo é um Humanismo (1946)



Biografia


Jean-Paul Sartre (1905 – 1980) foi um filósofo francês, escritor e crítico, conhecido representante do existencialismo. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir.

"O homem é apenas seu projeto"
Acesso em 13 de janeiro de 2012

Ler textos filosóficos de modo significativo (PCNs)

O Existencialismo é um Humanismo (1946)

O existencialismo ateu, que eu represento... Declara que se Deus não existe, há ao mesmo um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por algum conceito e que esse ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. O que significa aqui que a existência precede a essência? Isso significa que, primeiramente, existe o homem, ele se deixa encontrar, surge no mundo, e que ele só se define depois. O homem tal como o concebe o existencialista não é definível porque, inicialmente, ele nada é. Ele só será depois, e ele será tal como ele se fizer. Assim, não existe natureza humana, já que não há Deus para concebê-la. O homem é apenas não somente tal como ele se concebe, mas tal como ele se quer, e como ele se concebe após existir, como ele se quer depois dessa vontade de existir – o homem é apenas aquilo que ele faz de si mesmo. Tal é o primeiro princípio do existencialismo. (...)

Queremos a liberdade através de cada circunstância particular. E, querendo a liberdade, descobrimos que ela depende integralmente da liberdade dos outros, e que a liberdade dos outros depende da nossa. Sem dúvida, a liberdade, enquanto definição do homem, não depende de outrem, mas, logo que existe um engajamento, sou forçado a querer, simultaneamente, a minha liberdade e a dos outros; não posso ter como objetivo a minha liberdade a não ser que meu objetivo seja também a liberdade dos outros. De tal modo que, quando, ao nível de uma total autenticidade, reconheço que o homem é um ser em que a essência é precedida pela existência, que ele é um ser livre que só pode querer a sua liberdade, quaisquer que sejam as circunstâncias, estou concomitantemente admitindo que só posso querer a liberdade dos outros. Posso, portanto, formar juízos sobre aqueles que pretendem ocultar a si mesmos a total gratuidade de sua existência e sua total liberdade, em nome dessa vontade de liberdade implicada pela própria liberdade. Aqueles que dissimularem perante si mesmos a sua total liberdade, com exigências da seriedade ou com desculpas deterministas, eu os chamarei de covardes; os outros que tentarem demonstrar que sua existência era necessária, quando ela é a própria contingência do aparecimento do homem sobre a terra, eu os chamarei de canalhas. (...)

O homem é apenas seu projeto, só existe na medida em que se realiza, ele é tão-somente o conjunto de seus atos. (...)

Todo homem que se refugia na desculpa de suas paixões, todo homem que inventa um determinismo é um homem de má fé. (...)

Nossa responsabilidade é muito maior do que poderíamos supor, porque ela engaja a humanidade inteira. (...)

Sou responsável por mim mesmo e por todos, e crio certa imagem do homem que eu escolho: escolhendo a mim, escolho o homem. (...)

Cada vez que o homem escolhe seu compromisso e seu projeto com toda sinceridade e com toda lucidez, torna-se lhe impossível preferir um, outro. (...)

Não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. (...)

Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim.

Dicionário Filosófico



Existencialismo – é uma corrente filosófica e literária que destaca a liberdade individual, a responsabilidade e a subjetividade do ser humano. O existencialismo considera cada homem como um ser único que é mestre dos seus atos e do seu destino. O existencialismo afirma o primado da existência sobre a essência. Essa definição funda a liberdade e a responsabilidade do homem, visto que esse existe sem que seu ser seja pré-definido.

Liberdade – é a capacidade de agir por si mesmo. Trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de agir, independentemente de qualquer determinação externa.

Determinismo – é a doutrina que afirma serem todos os acontecimentos, inclusive vontades e escolhas humanas, causados por acontecimentos anteriores, ou seja, o homem é fruto direto do meio, logo, destituído de liberdade total de decidir e de influir nos fenômenos em que toma parte, existe liberdade, mas esta liberdade condicionada a natureza do evento em um determinado instante. O indivíduo faz exatamente aquilo que tinha de fazer e não poderia fazer outra coisa; a determinação de seus atos pertence à força de certas causas, externas e internas.

Carmina Burana - O Fortuna

Carl Orff

Enviado poralphonsesage

Enviado em 29/09/2009


Contingência – é o acaso. Caráter de tudo aquilo que é concebido como podendo ser ou não ser, ou ser algo diferente do que é. Na filosofia existencialista, caráter daquilo que não possui em si mesmo, sua própria razão de ser.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – Qual é o ser no qual a existência precede a essência e que existe antes de poder ser definido por algum conceito?
2 – O que significa, para Sartre, a existência preceder a essência?
3 – Qual é o primeiro princípio do existencialismo?
4 – Quando estou engajado com a sociedade o que sou forçado a querer simultaneamente?
5 – Quem são os que Sartre chama de covardes?
6 – Quem são os que Sartre chama de canalhas?
7 – “O homem é apenas seu projeto, só existe na medida em que se realiza, ele é tão-somente o conjunto de seus atos.” O que isto significa?
8 – “Todo homem se refugia na desculpa de suas paixões, todo homem que inventa um determinismo é um homem de má fé.” O que é determinismo?
9 – O que é contingência?
10 – Relacione:
(A) Determinismo, destino    (  ) Tyche
(B) Contingência, acaso       (  ) Moiras
11 – O que é existencialismo?
12 - (VESTIBULAR) Leia o excerto abaixo e assinale a alternativa que relaciona corretamente duas das principais máximas do existencialismo de Jean-Paul Sartre, a saber:“A existência precede a essência”.“Estamos condenados a ser livres”.Com efeito, se a existência precede a essência, nada poderá jamais ser explicado por referência a uma natureza humana dada e definitiva; ou seja, não existe determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade.
a) O homem é um “projeto que se vive subjetivamente”, pois há uma natureza humana previamente dada e predefinida, e, portanto, no homem, a essência precede a existência.
b) A liberdade, em Sartre, determina a essência da natureza humana que, concebida por Deus, precede necessariamente a sua existência.c) Para Sartre, a liberdade é a escolha incondicional, à qual o homem, como existência já lançada no mundo, está condenado, e pela qual projeta o seu ser ou a sua essência.d) O Existencialismo é, para Sartre, um Humanismo, porque a existência do homem depende da essência de sua natureza humana, que a precede e que é a liberdade.

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