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Filosofia da Arte ou Estética - Missão 06 - Immanuel Kant - o sublime

Ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros (PCNs, página 64)


http://hillmanwonders.blogspot.com/2010/05/grand-canyon.html
Acesso em 4 de janeiro de 2012
http://viagemlegal.com/ilustra.php?ilu=298
Acesso em 4 de janeiro de 2012
http://criticaehistoria.blogspot.com/2010/04/erupcao-vulcanica-maior.html
Acesso em 4 de janeiro de 2012
Filosofia: da Arte ou Estética
Tema: o sublime
Questão Central: Existe somente um tipo de beleza?
Filósofo: Kant (1724 – 1804)
Obras: Observações sobre o Sentimento do Belo e do Sublime (1764); Crítica do Juízo (1790)
Contexto Histórico: 

Biografia

Immanuel Kant (1724 – 1804) foi um filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes.

Ler textos filosóficos de modo significativo (PCNs)

Observações sobre o Sentimento do Belo e do Sublime (1764)

Rochedos destacando-se audaciosamente num céu em que nuvens de tempestade reúnem-se e avançam entre clarões e o estrondo dos trovões, vulcões em toda sua devastadora potência, furacões a que se segue a desolação, o imenso oceano enfurecido, as quedas de um rio poderoso, etc, são coisas que reduzem nosso poder de resistir a qualquer coisa derrisória em comparação à força que detêm. Mas, se estamos em segurança, o esptáculo é tanto mais atraente quanto próprio a suscitar medo; e de bom grado chamamos sublimes a esses objetos, pois eles elevam as forças da alma para além do meio habitual e nos fazem descobrir em nós um poder de resistência de outro gênero, que nos dá coragem de enfrentar a aparente onipotência da natureza (...). Assim, a natureza é considerada sublime em nosso juízo estético não por engedrar medo mas porque constitui um apelo à força que está em nós (que não é, porém, natureza), força que nos permite olhar tudo aquilo com que nos preocupamos (os bens, a saúde e a vida) como coisas pequenas e, consequentemente, não ver na natureza (...) um poder diante do qual devêssemos nos inclinar, quando se trata de nossos princípios supremos e sua manutenção ou abandono. Portanto nisso a natureza é dita sublime, unicamente porque eleva a imaginação à apresentação dessas situações, nas quais o espírito pode tornar-se sensível, o que é propriamente sublime em sua destinação e superior até à natureza. (...)
Os que possuem o sentimento do sublime são conduzidos aos elevados sentimentos da amizade, da eternidade, do desprezo do mundo, pelo silêncio de uma noite de verão, quando o trêmulo brilho das estrelas atravessa a escuridão e a lua solitária surge no horizonte. A luz do dia inspira, como o fogo do trabalho, um sentimento de alegria. O sublime comove, o belo encanta. O rosto daquele que é penetrado pelo sentimento do sublime respira severidade, às vezes espanto, ao passo que o vivo sentimento do belo traduz-se por um olhar de brilhante serenidade, pelo sorriso e, às vezes, por uma alegria ruidosa. Há diversos tipos de sublime. O sentimento do sublime tanto pode ser acompanhado de tristeza ou de medo, tanto de admiração tranquila como ainda aliar-se ao sentimento de uma augusta beleza. Eu denominaria sublime-terrível a primeira espécie de sublime, sublime-nobre a segunda, sublime-magnífico a terceira. (...)
O sublime é sempre grande, o belo também pode ser pequeno. O sublime requer simplicidade, o belo suporta o ornamento. Um cume não é menos sublime que um abismo; mas aquele suscita admiração, é o sublime-nobre, e este, o sublime-terrível, o medo. Hasselquist relata que as pirâmides do Egito, tão sóbrias e nobres em sua arquitetura, são na realidade mais comoventes do que se poderia imaginá-las a partir de uma descrição. A igreja de São Pedro, em Roma, admirável de grandeza e simplicidade, é magnífica, porque a beleza, isto é, o ouro, os trabalhos em mosaico, etc, aí estão organizados de maneira tal, que prevalece o sentimento do sublime. (...)

Ler textos filosóficos de modo significativo

Crítica do Juízo (1790)

O belo concilia-se com o sublime pelo fato de ambos agradarem por si mesmos. Além disso, os dois não pressupõem um juízo dos sentidos nem um juízo determinante do intelecto, mas um juízo de reflexão. (...)
No primeiro caso (o belo), portanto, o prazer está ligado à representação da qualidade; no segundo caso (o sublime), por sua vez, à representação da quantidade.

Dicionário Filosófico

SublimeUma das duas grandes categorias, juntamente com o belo, da estética do séc. XVIII. A experiência do sublime dá-se, supostamente, quando presenciamos espetáculos naturais como montanhas rasgando os céus e tempestades no mar. Trata-se de algo invulgarmente grandioso e fascinante, que só se manifesta perante objetos que ultrapassam e desafiam os limites da nossa imaginação, impondo respeito e, até, intimidando-nos com a sua majestade. Nesse sentido distingue-se claramente do belo. Kant considera que o sentimento do sublime nos confronta com a nossa pequenez, obrigando-nos a elevar acima da vulgaridade.

Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo (PCNs)

1 – Cite os exemplos de experiências sublimes da natureza que Kant nos dá no início do texto.
2 – Quando eles são espetáculos e não suscitam medo?
3 – Quais são os benefícios para nós ao contemplarmos o sublime?
4 – Porque a natureza é considerada sublime em nossos juízos estéticos?
                (   ) porque constitui um apelo à força que está em nós
                (   ) porque eleva a imaginação
                (   ) porque o espírito pode tornar-se sensível
                (   ) todas as alternativas acima
5 – Relacione:
                (A) Sublime
                (B) Belo
                (   ) sorriso; alegria; encantamento; serenidade
                (   ) elevados  sentimentos (amizade, eternidade); comoção; severidade
6 – Relacione:
                (A) sublime-terrível
                (B) sublime-nobre
                (C) sublime-magnífico
            (  ) sentimento de uma augusta beleza (as pirâmides do Egito; a igreja de São Pedro em Roma)
                (   ) admiração tranquila (um cume)
                (   ) tristeza ou medo (um abismo)
7 – O belo e o sublime ao se conciliarem suscitam qual tipo de juízo?
8 – Segundo Kant, o belo é limitado, é compreensível pela razão e está ligado à representação da _________________________. (quantidade / qualidade)
9 – Segundo Kant, o sublime é ilimitado, é compreensível pela imaginação e está ligado à representação da ________________________. (quantidade / qualidade)
10 – Quando observamos aspectos assustadores da natureza (sua violência), a imaginação nos leva a ultrapassar os limites do humano.
                (   ) verdadeiro                     (   ) falso
11 – Pesquise uma imagem que retrate o sublime conforme o exemplo no início desta postagem.

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